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Economia

Banco Central decide hoje sobre redução de juros; mercado aposta em novo corte da Selic

Por Redação Portal Digital 04/11/2026 às 14:00 2 min de leitura
Banco Central decide hoje sobre redução de juros; mercado aposta em novo corte da Selic

O Comitê de Política Monetária do Banco Central realiza hoje sua penúltima reunião do ano para deliberar sobre os rumos da Taxa Selic, os juros básicos da economia brasileira. Apesar das oscilações recentes do dólar, o mercado financeiro segue otimista com a possibilidade de nova redução na taxa, que atualmente está em 13,75% ao ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa do BC com instituições financeiras, a expectativa é que a Selic caia para 13,5% ao ano, marcando a sexta redução consecutiva.

A decisão será anunciada no início da noite de hoje. Vale destacar que o Copom funcionará com composição reduzida, já que os mandatos de dois ex-diretores expiraram no fim do ano passado e o presidente Luiz Inácio Lula ainda não indicou seus substitutos ao Congresso Nacional. Diferentemente de especulações anteriores, analistas agora apostam na manutenção da taxa em 13,5% na próxima reunião, em dezembro.

O cenário econômico permanece desafiador, com pressões inflacionárias vindas de múltiplas frentes. A inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,5% para 4,62%, ultrapassando o limite máximo da meta estabelecida. Fatores como a alta do petróleo, aumento de gastos públicos e efeitos do El Niño sobre os preços dos alimentos contribuem para manter a pressão nos preços. A instabilidade cambial também preocupa, com estimativas de inflação para este ano subindo de 5,19% para 5,22%.

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A redução da Selic busca estimular a economia ao tornar o crédito mais acessível e barato, incentivando produção e consumo. No entanto, essa medida pode reduzir o controle sobre a inflação. Por outro lado, manter juros elevados encarece o crédito e prejudica a expansão econômica. O Banco Central utiliza a Selic como seu principal instrumento de controle inflacionário, operando diariamente no mercado aberto para manter a taxa próxima ao valor definido nas reuniões do Copom, que ocorrem a cada 45 dias.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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