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Inadimplência no Brasil Chega a 84,2 milhões; Veja Dados

Por Redação Portal Digital 03/11/2026 às 08:49 4 min de leitura
Inadimplência no Brasil Chega a 84,2 milhões; Veja Dados

A inadimplência no Brasil chegou a 84,2 milhões de pessoas, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas divulgado pela Serasa nesta segunda-feira (2). O levantamento também mostra que as mulheres representam 50,5% dos consumidores negativados, enquanto os homens correspondem a 49,5%.

O número é o maior registrado na série apresentada pela empresa. Além disso, o total das dívidas acumuladas pelos brasileiros alcançou R$ 597,4 bilhões, indicando a pressão das despesas sobre o orçamento das famílias.

Em comparação com agosto, quando havia 83,9 milhões de inadimplentes, o país registrou um aumento de aproximadamente 300 mil pessoas. Já em relação a setembro de 2025, a alta foi de 6%.

Mulheres representam 50,5% dos inadimplentes

Embora a diferença entre os percentuais seja pequena, a maior participação feminina chama a atenção para as desigualdades econômicas que afetam o orçamento das famílias.

De acordo com o economista e professor Werson Kaval, o cenário não deve ser interpretado como uma dificuldade das mulheres para administrar o dinheiro. Ele aponta fatores como diferenças salariais, responsabilidades domésticas e participação no sustento dos filhos.

Segundo o especialista, muitas mulheres precisam administrar despesas familiares com uma renda menor. Além disso, frequentemente assumem diretamente pagamentos essenciais, o que pode contribuir para o registro de dívidas em seus nomes.

Faixa etária de 41 a 60 anos concentra mais negativados

O levantamento da Serasa também apresenta a distribuição dos inadimplentes por idade:

  • 41 a 60 anos: 35,7%;
  • 26 a 40 anos: 33,2%;
  • Acima de 60 anos: 20,1%;
  • 18 a 25 anos: 11%.

Para Kaval, a concentração entre pessoas de 41 a 60 anos está relacionada ao acúmulo de responsabilidades financeiras e ao maior acesso a produtos de crédito, como cartões, empréstimos e financiamentos.

Bancos e cartões concentram a maior parte das dívidas

Os débitos com bancos e cartões de crédito representam 27,16% do total registrado. Em seguida, aparecem as financeiras, com 20,66%, e as contas de água, luz e gás, que correspondem a 20,32%.

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INTERATIV- MEIO MATERIA

O economista explica que os juros elevados podem transformar dívidas inicialmente pequenas em compromissos difíceis de pagar. Além disso, quando boa parte da renda já está comprometida, qualquer despesa inesperada pode desequilibrar o orçamento.

Como organizar as dívidas e buscar uma negociação

Para quem enfrenta dificuldades financeiras, a orientação é começar identificando todos os débitos. É importante registrar os valores, as taxas de juros, os vencimentos e as despesas mensais.

Depois desse levantamento, a recomendação é priorizar as dívidas com juros mais altos, especialmente as do cartão de crédito rotativo e do cheque especial.

Também é importante evitar novos parcelamentos enquanto o orçamento estiver desequilibrado. Antes de aceitar uma proposta, o consumidor deve avaliar se as parcelas cabem na renda sem comprometer despesas essenciais, como alimentação, moradia e saúde.

Feirão Limpa Nome oferece descontos de até 99%

Diante do cenário de endividamento, a Serasa inicia nesta terça-feira (3) uma nova edição do Feirão Limpa Nome. A ação reúne 3,3 mil empresas parceiras e disponibiliza mais de 750 milhões de ofertas de negociação.

As condições anunciadas incluem descontos de até 99%. O feirão segue até 6 de dezembro, com negociações pelo site e aplicativo da Serasa e pelo WhatsApp oficial, no número (11) 99575-2096.

Os consumidores podem consultar as condições diretamente nos canais oficiais da empresa.

A negociação pode ajudar a reorganizar as contas, mas é importante conferir o valor final, as condições oferecidas e a capacidade de pagamento antes de fechar qualquer acordo.

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