Estudante recebe ameaça de morte por posicionamento político em escola do DF

Um adolescente de 17 anos foi alvo de mensagens agressivas e ameaçadoras compartilhadas em um grupo de WhatsApp com colegas de classe de uma escola no Distrito Federal. Os áudios foram disparados durante a apuração dos votos das eleições presidenciais, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a liderança na contagem. Nas gravações, o colega o xinga de esquerdista e promete que ele não retornaria vivo se fosse à instituição no dia seguinte.
Além das ameaças diretas contra a vida do jovem, o agressor também publicou mensagens indicando que espancaria outros cinco colegas, assim como direcionou conteúdo de intolerância religiosa contra estudantes. Um outro adolescente reagiu às publicações com risadas e emoji, demonstrando concordância com o teor das mensagens. Conforme relatos da mãe do aluno ameaçado, a escola informou que o responsável pelas mensagens foi remanejado para outra unidade, enquanto o colega que interagiu com as ameaças recebeu suspensão de quatro dias.
O episódio chocou a família porque o jovem, que é transgênero, nunca havia enfrentado situações de discriminação dentro da instituição. A mãe atribui o comportamento agressivo dos adolescentes à polarização política entre adultos, que estaria sendo absorvida e transformada em ódio pelos menores. Apesar da gravidade dos fatos, a família optou por não registrar denúncia formal por receio de que o estudante sofra represálias ou exposição.
O caso faz parte de uma onda maior de relatos de violência e agressões em ambientes escolares motivadas por diferenças políticas entre alunos ou entre filhos e pais. As intimidações variam desde ofensas verbais e ridicularização até confrontos físicos e comunicações ameaçadoras.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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