Governo intensifica apuração de casos de violência política após eleições

O governo federal comprometeu-se nesta quarta-feira em intensificar as investigações sobre atos violentos relacionados às posições eleitorais ocorridos no fim de semana. Entre sábado e domingo, logo após a proclamação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro, foram contabilizados 45 episódios, dos quais 10 resultaram em mortes atribuídas à intolerância política.
O anúncio foi feito pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, acompanhado por representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o governo, as 47 vítimas dos casos incluem dez falecimentos, sete atropelamentos intencionais, 14 agressões físicas, cinco disparos de armas de fogo, cinco casos envolvendo povos indígenas e seis situações de abuso de autoridade e violência policial. As denúncias apontam apoiadores de Lula como vítimas e partidários de Bolsonaro como autores dos crimes.
O ministro Boulos reafirmou que não haverá tolerância com tais ações. “Não pode ser pretexto para o cometimento de crimes, para agressões. Não pode ser pretexto para assassinatos”, declarou. O governo anunciou a abertura de inquéritos pela Polícia Federal, encaminhamento de denúncias à Procuradoria Geral da República e acionamento das corregedorias estaduais quando policiais estão envolvidos.
Entre os casos de maior visibilidade está o ataque contra a vereadora Iara Pimentel em Montes Claros (MG), atingida por objetos durante ato político, e a morte do engenheiro Marcelo de Oliveira da Rocha em Santos, espancado após participar de comemoração pró-Lula. Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina registram o maior número de ocorrências. O governo também se comprometeu a combater a violência digital, acionando plataformas de redes sociais para remover conteúdos relacionados a crimes graves, discriminação e discursos de ódio.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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