Governo abre chamamento para bancos venderem dívidas na 3ª fase do Desenrola

O governo publicou em edição extraordinária do Diário Oficial da União a portaria que convoca bancos, instituições financeiras e fundos de investimento para apresentarem carteiras de crédito destinadas à aquisição estatal. Os credores dispõem de cinco dias úteis para informar ao governo o volume de dívidas que pretendem vender através do programa Desenrola 3.0.
Segundo o ministro da Fazenda Dario Durigan, o montante de dívidas antigas que pode ser apresentado na primeira etapa chega a aproximadamente R$ 90 bilhões. Devido ao desconto mínimo obrigatório de 90% estabelecido pelo programa, o desembolso máximo da União para adquirir todas as carteiras seria de R$ 9 bilhões. Vale ressaltar que o governo não necessariamente comprará todas as dívidas apresentadas, podendo estabelecer um orçamento específico e estimular a concorrência entre credores.
O programa aceita dívidas de até R$ 10 mil, com atrasos entre dois e quatro anos e meio. Estão inclusos débitos de cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação em folha, além de dívidas de pessoas físicas e microempreendedores individuais. A prioridade inicial é beneficiar devedores de menor renda, mas o governo pode adquirir mais dívidas de alta renda caso o volume de baixa renda seja inferior ao esperado.
Após o leilão previsto para novembro, as dívidas adquiridas pela União serão renegociadas com os consumidores, que poderão quitar à vista ou parcelar o débito. Os prazos, taxas e demais condições operacionais ainda dependem de regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional. No momento, consumidores não precisam se dirigir aos bancos, pois o governo ainda divulgará as regras para acesso às renegociações.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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