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Saúde

Anvisa libera medicamento usado contra câncer para tratamento do lúpus

Por Redação Portal Digital 15/10/2026 às 17:20 2 min de leitura
Anvisa libera medicamento usado contra câncer para tratamento do lúpus

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do medicamento Gazyva, conhecido genericamente como obinutuzumabe, para o tratamento do lúpus. O fármaco, que já era utilizado em certos tipos de câncer, passa agora a ser recomendado para pacientes adultos diagnosticados com a forma ativa moderada a grave da doença, desde que apresentem autoanticorpos específicos e estejam sob terapia padrão.

Segundo a Anvisa, o obinutuzumabe funciona como um anticorpo monoclonal humanizado capaz de eliminar de forma massiva e duradoura os linfócitos B, células que protagonizam os processos anormais responsáveis pelo desenvolvimento do lúpus. Os benefícios comprovados incluem redução da atividade da enfermidade, diminuição de crises e queda sustentada na dependência de corticosteroides, medicamentos que apresentam efeitos colaterais significativos em uso prolongado.

O lúpus é uma doença autoimune crônica que pode resultar em complicações graves. A condição caracteriza-se pela produção descontrolada de autoanticorpos que inflamam múltiplos órgãos e sistemas, particularmente pele, articulações, rins, sistema sanguíneo e sistema nervoso central. A agência pontuou que apesar da existência de terapias convencionais e biológicas, muitos pacientes continuam em estágio ativo permanente, sofrendo com crises recorrentes ou necessitando de corticosteroides contínuos.

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O Ministério da Saúde destaca que o lúpus sem tratamento adequado pode provocar complicações potencialmente fatais. Os órgãos mais vulneráveis são os rins, onde a falência renal representa uma das principais causas de morte nos primeiros cinco anos após diagnóstico; o cérebro, ocasionando dores de cabeça, confusão e até acidentes vasculares; os vasos sanguíneos, causando anemia e sangramentos; os pulmões, levando à pleurisia; e o coração, com risco aumentado de infarto.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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