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Economistas alertam: corte severo de gastos públicos inevitavelmente afetará programas sociais

Por Redação Portal Digital 14/10/2026 às 18:19 2 min de leitura
Economistas alertam: corte severo de gastos públicos inevitavelmente afetará programas sociais

Economistas consultados alertam que um corte substancial de despesas públicas no Brasil é incompatível com a preservação de programas sociais e reajustes de benefícios. Segundo análises, cerca de 90% do orçamento federal é destinado a despesas obrigatórias como Previdência, Bolsa Família, saúde e educação, deixando pouco espaço para cortes discricionários sem prejudicar áreas sensíveis.

Especialista da Universidade Estadual de Campinas destaca que reduções de R$ 200 bilhões, valor discutido durante campanhas presidenciais, forçosamente atingiriam investimentos em universidades, hospitais federais e outras estruturas essenciais. Ele salienta que não há terceira opção: ou se anula as despesas discricionárias ou se entra nos benefícios sociais. Professora da Universidade de Brasília complementa que cortes amplos geram efeito contracionista na economia, reduzindo arrecadação e prejudicando ainda mais setores como saúde e educação.

Os candidatos apresentam propostas distintas. Um defende ajuste fiscal de 1,5% do PIB focado em redução de supersalários e combate a fraudes, enquanto o outro promete gradualismo ao longo de quatro anos. Experts rebatem que desperdícios somam apenas alguns bilhões, insuficientes para alcançar os montantes propostos, e que mudanças reais exigiriam alterações em benefícios já concedidos.

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O debate também abrange o papel dos juros, que consomem cerca de R$ 1 trilhão anuais e são apontados como principal fator de pressão sobre o déficit público. Economistas questionam se cortes que atingem aposentados e beneficiários de programas sociais, mantendo altos pagamentos de juros aos detentores de títulos públicos, configurariam de fato um ajuste equilibrado.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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