ISSN 1808-4877 Facebook YouTube Instagram
Últimas
Brasil

Falta de integração entre órgãos públicos contribui para morte de mulheres, alertam especialistas

Por Redação Portal Digital 20/09/2026 às 13:02 2 min de leitura

Especialistas em segurança pública alertam que a fragmentação dos serviços de atendimento a mulheres vítimas de violência está resultando em mortes que poderiam ser prevenidas. Segundo profissionais que atuam no combate à violência doméstica, ameaças, agressões e descumprimentos de medidas protetivas frequentemente precedem os feminicídios, mas as informações ficam isoladas entre diferentes instituições, impedindo uma visão completa da trajetória de risco enfrentada pelas mulheres.

Promotores e delegados defendem que as instituições responsáveis pelo atendimento funcionem como uma rede integrada. Atualmente, cada órgão registra apenas parte dos dados sobre violência, criando o que chamam de “ilhas de informação” que não se comunicam. Esse isolamento, somado às falhas na fiscalização de medidas protetivas, transforma oportunidades de proteção em casos que terminam em morte. A situação é ainda mais crítica em cidades pequenas: dados mostram que 72,9% dos municípios com menos de 100 mil habitantes não possuem sequer um serviço especializado de atendimento à mulher.

Outra preocupação apontada pelos especialistas é a subnotificação de casos. Muitas mulheres enfrentam barreiras para registrar ocorrências, como falta de acesso à Justiça, desconfiança nas instituições, medo de represálias e dependência econômica do agressor. Além disso, embora o número de medidas protetivas concedidas tenha aumentado significativamente, há relatos de um elevado volume de descumprimentos dessas determinações.

Publicidade

INTERATIV- MEIO MATERIA

Os profissionais também destacam a influência de fatores culturais na escalada da violência. A propagação de discurso misógino nas redes sociais, segundo a análise dos especialistas, está cooptando pessoas mais jovens e alimentando um ambiente que desvaloriza as mulheres. Investimentos adequados em infraestrutura de atendimento, qualificação de policiais e melhorias no acesso a direitos fundamentais são apontados como essenciais para reverter esse cenário.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

Publicidade

FIM DE MATERIA - INTERPLAN