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Ex-procurador do Instituto Rio Metrópole volta a ser preso por suspeita de corrupção

Por Redação Portal Digital 17/09/2026 às 23:31 2 min de leitura
Ex-procurador do Instituto Rio Metrópole volta a ser preso por suspeita de corrupção

Marcelo Lopes da Silva, ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole (IRM), foi detido novamente nesta quarta-feira (16) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Ele já havia sido preso durante a primeira fase da Operação Ouroboros, mas conseguiu ser liberado através de habeas corpus. Desta vez, a nova ordem de prisão partiu da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, fundamentada em evidências encontradas em seu telefone celular apreendido.

A investigação identificou que Marcelo orientava sua companheira a abrir uma empresa individual para receber pagamentos de uma construtora que mantinha contratos milionários com o instituto. A empresa Engeconsult, que dependia da aprovação da procuradoria chefiada pelo acusado, repassava R$ 30 mil em supostos serviços administrativos através desta empresa de fachada. Mensagens recuperadas mostram que o ex-procurador solicitava que as negociações não fossem documentadas por escrito e que o contrato com a Engeconsult foi assinado no mesmo dia da abertura da empresa, com data retroativa.

Os registros digitais também evidenciam a atuação de Marcelo na liberação de pareceres favoráveis ao grupo investigado, alteração de documentos no sistema eletrônico institucional e obstrução de encaminhamentos para órgãos de controle externo. Em uma conversa, ele afirmou que era melhor “matar aqui no IRM e arquivar logo o caso” quando se tratava de questão que poderia ser encaminhada à Procuradoria-Geral do Estado. Mesmo após deixar o cargo em junho, Marcelo continuou prestando serviços ao grupo.

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Com as novas provas, o Ministério Público incluiu seis acusações de corrupção passiva e seis de lavagem de dinheiro contra Marcelo. Hélio Augusto Machado Pessôa, representante da Engeconsult, também passa a responder por seis crimes de lavagem de dinheiro. A operação investiga o desvio de recursos do Instituto Rio Metrópole através de contratos que movimentaram aproximadamente R$ 86 milhões, com valores sendo repassados para terceiras empresas e posteriormente sacados em espécie.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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