Lula viaja para discursar na ONU e pode se reunir com prefeito de Nova York

O Ministério das Relações Exteriores anunciou os detalhes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a 81ª Assembleia Geral da ONU, que ocorre em Nova York na próxima semana. Entre os compromissos previstos está uma possível reunião bilateral com Zohran Mamdani, prefeito da cidade que assumiu o cargo no início de 2024. O chefe do executivo novaiorquino é descendente de imigrantes, primeiro muçulmano a ocupar o cargo e defende políticas progressistas como congelamento de aluguéis e gratuidade do transporte público. Embora o Palácio do Itamaraty tenha recebido um pedido formal de encontro, a reunião ainda não foi oficialmente confirmada pelo lado brasileiro.
A delegação presidencial brasileira desembarca em Nova York no domingo (20). Na segunda-feira, Lula dedicará sua agenda a encontros bilaterais com autoridades internacionais e chefes de Estado. No dia seguinte, o presidente se encontra com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e realiza seu pronunciamento de abertura na plenária, direito tradicional do Brasil. O discurso ainda está em elaboração, mas deverá enfatizar a reforma das Nações Unidas, o multilateralismo, a promoção da paz e o combate à pobreza e à fome.
Segundo Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do MRE, a fala de Lula priorizará a defesa do multilateralismo diante dos conflitos internacionais atuais, além de negociações de paz nas guerras em curso e respeito ao direito internacional humanitário. O retorno do presidente ao Brasil está previsto para ainda na terça-feira, logo após seu discurso. O Itamaraty não confirmou possibilidade de encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que fala logo após o brasileiro, embora os dois possam se cruzar nos bastidores do evento.
A comitiva brasileira será composta pelo chanceler Mauro Vieira e pelos ministros Esther Dweck, Eloy Terena e Rachel Barros de Oliveira. Ainda em Nova York, Vieira presidirá uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa brasileira lançada durante a presidência do G20 em 2024. O programa reúne atualmente mais de 215 membros, incluindo mais de 100 países, e articula governos, organismos internacionais e instituições da sociedade civil no combate à miséria.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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