Violência psicológica: insultos, humilhações e xingamentos atingiram 31,4% das mulheres entrevistadas.
- Violência física: tapas, socos, empurrões e chutes foram registrados por 16,9%.
- Ameaças e perseguição (stalking): ambas foram vivenciadas por 16,1%.
A violência psicológica, reconhecida pela Lei Maria da Penha, é apontada como uma das formas mais prejudiciais, pois afeta diretamente a autoestima e a saúde mental da vítima.
Quem são as principais vítimas?
A pesquisa indica que mulheres entre 25 e 34 anos (43,6%) são as mais afetadas, seguidas pelas faixas de 35 a 44 anos (39,5%) e 45 a 59 anos (38,2%). No entanto, todas as idades entre 16 e 59 anos apresentam altas taxas de vitimização.
Quase metade das mulheres sofreu assédio em 2024
O estudo também revelou que 49,6% das entrevistadas foram vítimas de assédio, incluindo:
- Cantadas desrespeitosas na rua: 40,8%
- Assédio no ambiente de trabalho: 20,5%
- Toques sem consentimento no transporte público: 15,3%
Esse dado ressalta a importância de iniciativas para coibir o assédio e promover um ambiente mais seguro para as mulheres.
Fatores que impulsionam a violência
Especialistas apontam algumas razões para o crescimento da violência contra a mulher no Brasil:
- Efeito pós-pandemia: estudos sugerem que o isolamento social fortaleceu relações abusivas e aumentou o controle sobre as vítimas.
- Crescimento de discursos de ódio: a propagação de conteúdos misóginos, como os do movimento red pill, incentiva atitudes machistas e a apologia à violência.
- Baixa busca por ajuda: muitas mulheres não denunciam por medo ou falta de confiança no sistema de segurança.
Como denunciar
Mulheres que sofrem qualquer tipo de violência podem buscar ajuda por meio dos seguintes canais:
- Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher
- 190 – Emergência policial
- Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs)
- Aplicativo Direitos Humanos Brasil
O crescimento da violência contra a mulher no Brasil exige ações efetivas para prevenção e combate. Investir em educação, políticas públicas e conscientização é essencial para reverter esse cenário preocupante.