Reviravolta: União Brasil fecha com Raquel Lyra e Miguel Coelho é o nome para o Senado

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Raquel Lyra Fortalece Base Política

Se a política é a arte de ocupar espaços, a governadora Raquel Lyra (PSD) deu um passo decisivo nesta quarta-feira (18/03/2026). Após o anúncio de que a chapa de João Campos (PSB) priorizaria nomes da esquerda (Marília Arraes e Humberto Costa), o grupo liderado por Miguel Coelho (União Brasil) recalculou a rota e retornou à base governista estadual.

A aliança foi selada em Brasília, com a benção do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e marca o fim do “namoro” político entre Miguel Coelho e a Prefeitura do Recife.

Miguel Coelho no Senado: O fator Petrolina na Chapa 

Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e quinta força nas eleições de 2022, traz para a chapa de Raquel Lyra a força do Sertão do São Francisco. Após uma breve passagem como apoiador de João Campos na reeleição municipal de 2024, Miguel agora busca consolidar seu projeto nacional através de uma vaga na Câmara Alta.

“A aliança é em defesa da nossa gente”, afirmou Miguel em comunicado oficial, sinalizando que a união foca na continuidade do trabalho administrativo no estado.

A “Faxina” no Palácio: Raquel reage aos movimentos do PP 

A movimentação de Raquel Lyra não foi apenas de “boas-vindas”. A governadora também demonstrou pulso firme ao lidar com o PP (Progressistas) de Eduardo da Fonte. Após o PP sinalizar negociações com a oposição, Raquel efetuou uma série de exonerações estratégicas em órgãos importantes do governo.

As trocas de comando 

Os nomes indicados pelo PP que deixaram os cargos nesta manhã foram:

  • Bruno Rodrigues: Presidência do Ceasa;

  • Paulo Nery: Presidência do Porto do Recife;

  • Plinio Pimentel: Presidência do Lafepe.

Essa “limpeza de terreno” indica que a governadora não aceitará dubiedade na sua base aliada, especialmente com a formação da nova federação União Progressista (União Brasil + PP) prevista para o dia 26 de março.

Análise: Como fica o cenário para 2026? 

Com a confirmação de Miguel Coelho na chapa de Raquel, o cenário em Pernambuco agora se divide em dois blocos de força maciça:

  1. Bloco Governista (Centro/Direita): Raquel Lyra (Governadora) + Miguel Coelho (Senado) + União Brasil/PSD.

  2. Bloco de Oposição (Esquerda): João Campos (Governador) + Marília Arraes/Humberto Costa (Senado) + PSB/PT/PDT.

A grande incógnita agora reside em Eduardo da Fonte. Com a federação União Progressista batendo à porta, ele terá que decidir se segue o União Brasil no apoio à Raquel ou se mantém a queda de braço para tentar um lugar na chapa de João Campos, mesmo após as demissões de seus indicados.

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