Novas Penas para Furto, Roubo e Crimes Digitais: O Que Muda Hoje?

Picture of Redação Portal Digital

Redação Portal Digital

Novas Penas para Furto, Roubo e Crimes Digitais

O cenário jurídico brasileiro sofre uma mudança importante a partir desta segunda-feira (04/05/2026). Com a entrada em vigor da Lei 15.397/2026, crimes comuns como furto e receptação, além de golpes aplicados na internet, passam a ter penas de reclusão mais severas.

A medida visa desestimular a prática de crimes que afetam o cotidiano da população, com destaque para o roubo de dispositivos móveis e a interrupção de serviços essenciais de comunicação.

O Que Muda nas Penas? 

O texto aprovado altera os limites mínimos e máximos de diversas infrações. Confira o comparativo das principais mudanças estabelecidas pela nova legislação:

Crime Nova Pena de Reclusão Observação
Furto Simples 1 a 6 anos O máximo anterior era de 4 anos.
Furto de Celular 4 a 10 anos Antes era tratado como furto simples.
Furto por Meio Eletrônico Até 10 anos A pena máxima era de 8 anos.
Roubo seguido de Morte Mínima de 24 anos A pena mínima subiu de 20 para 24 anos.
Receptação 2 a 6 anos + multa Anteriormente era de 1 a 4 anos.
Estelionato 1 a 5 anos + multa Inclui golpes e fraudes diversas.

Foco em Telecomunicações e Crimes Digitais 

Um ponto crítico da nova lei é a proteção da infraestrutura de comunicação. A interrupção de serviços telefônicos, telegráficos ou radiotelegráficos, que antes era punida com detenção de 1 a 3 anos, agora passa a ser crime de reclusão de 2 a 4 anos.

Agravantes e Penas em Dobro 

A legislação prevê que a pena será aplicada em dobro em duas situações específicas:

  1. Se o crime for cometido durante estado de calamidade pública.

  2. No caso de roubo ou destruição de equipamentos instalados em torres de telecomunicação.

Impacto na Segurança Digital 

Com o aumento da pena para furto por meio eletrônico e estelionato, o governo espera frear a onda de golpes virtuais que cresceu exponencialmente nos últimos anos. O endurecimento da punição para quem recepta produtos roubados (como celulares e peças de infraestrutura) também busca atacar a base financeira do crime organizado.

Posts Relacionados

Compartilhar
Twitter
Enviar

Post Anterior

You cannot copy content of this page

Rolar para cima