MPPE Investiga Prefeitura do Recife por Suposto Superfaturamento de R$ 48 Milhões em Contrato do Parque Eduardo Campos

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MPPE Investiga Prefeitura do Recife por Suposto Superfaturamento de R$ 48 Milhões em Contrato do Parque Eduardo Campos

MPPE Abre Investigação Contra Gestão João Campos por Contrato de Mais de R$ 100 Milhões

O Ministério Público Estadual de Pernambuco (MPPE) iniciou um processo para investigar possíveis irregularidades e improbidade administrativa na Prefeitura do Recife, sob a gestão de João Campos (PSB). A investigação foi aberta após denúncia protocolada em janeiro de 2025 pelo vereador Thiago Medina (Podemos).

A denúncia levanta suspeitas sobre um padrão de superfaturamento, atrasos em obras e suposto favorecimento a casas de apostas na capital pernambucana.

Foco da Investigação: Parque Eduardo Campos (Antigo Aeroclube)

O principal alvo da investigação do MPPE é o projeto do Parque Governador Eduardo Campos.

  • Superfaturamento Alegado: O vereador Medina aponta que o custo inicial da obra, de aproximadamente R$ 52 milhões, foi elevado para mais de R$ 100 milhões por meio de aditivos contratuais, um acréscimo de mais de R$ 48 milhões.

  • Atraso: A obra está atrasada há quase um ano e meio, com previsão inicial de conclusão para meados de 2024, mas segue inacabada em novembro de 2025.

  • Contestação: A denúncia visa esclarecer os motivos dos aditivos milionários e a demora na entrega, citando que o TCE também teria emitido um relatório apontando pagamentos suspeitos.

O vereador criticou a tentativa da Prefeitura de impedir sua fiscalização no local, o que, para ele, sinaliza a tentativa de “esconder a verdade”. Caso as irregularidades sejam confirmadas, Medina prometeu propor um pedido de impeachment contra o prefeito na Câmara.

A Polêmica do “Prefeito da Bet” e Redução de Imposto

Outro ponto central da denúncia é a crítica do vereador ao incentivo da gestão municipal às casas de apostas, o que lhe rendeu a crítica de ser o “Prefeito da Bet”.

  • Incentivo Fiscal: Medina denunciou que, logo após o Carnaval, o prefeito enviou um projeto de lei à Câmara para reduzir o ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) municipal para as casas de apostas, fixando a alíquota no mínimo permitido: 2%.

  • Crítica à Alíquota: Segundo o vereador, essa alíquota resultou em “casa de apostas Bet pag[ando] menos imposto do que serviço de quimioterapia por exemplo aqui no Recife”.

  • Patrocínios: Ele ainda citou a concessão de espaços públicos e a forte presença de patrocínios de casas de apostas (como a “Esporte da Sorte”) no Carnaval e São João do Recife.

Uma emenda proposta por Medina, que exigia que 50% dos funcionários dessas empresas fossem moradores do Recife para justificar o benefício fiscal, foi reprovada pela equipe do prefeito.

Imagens: Reprodução Redes Sociais

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