Nesta quarta-feira (22/04/2026), entra em vigor o novo modelo de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A principal novidade é o foco na classe média, com a ampliação dos limites de renda e do valor dos imóveis, além de uma redução histórica nas taxas de juros para reformas.
Com um aporte adicional de R$ 20 bilhões vindos do Fundo Social do Pré-Sal, o governo federal projeta a contratação de 1 milhão de novas unidades habitacionais ainda este ano.
O que mudou para a Classe Média?
A Faixa 4 do programa, voltada para famílias com maior poder aquisitivo, foi a que recebeu os reajustes mais significativos. Confira os novos tetos:
-
Renda Familiar Mensal: O limite subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
-
Valor do Imóvel: Agora é possível financiar unidades de até R$ 600 mil.
Essa mudança abre portas para empreendimentos de médio padrão em cidades como Recife, Jaboatão e Gravatá, onde o mercado imobiliário tem se valorizado rapidamente.
Juros Baixos para Reformas
Para quem já possui imóvel, mas precisa de melhorias, as notícias também são excelentes. O programa de reforma de casas teve suas taxas uniformizadas e o crédito ampliado.
| Item | Regra Anterior | Nova Regra (Abril/2026) |
| Renda Máxima | R$ 9.600 | R$ 13.000 |
| Taxa de Juros | 1,17% a 1,95% | 0,99% (Fixa) |
| Valor Máximo do Crédito | R$ 30.000 | R$ 50.000 |
| Prazo de Pagamento | 60 meses | 72 meses |
Novos Limites por Faixa de Renda
O Conselho Curador do FGTS também atualizou as faixas de renda para as categorias iniciais do programa, permitindo que mais famílias tenham acesso aos subsídios:
-
Faixa 1: Renda mensal de até R$ 3.200 (era R$ 2.850).
-
Faixa 2: Renda mensal de até R$ 5.000 (era R$ 4.700).
-
Faixa 3: Renda mensal de até R$ 9.600 (era R$ 8.600).
Impacto no Mercado Imobiliário de Pernambuco
Com a Selic em foco e a sinalização de novos cortes nos juros habitacionais, o setor da construção civil em Pernambuco espera um aquecimento imediato. Empreendimentos que antes ficavam “fora” do programa devido ao preço agora podem ser enquadrados, facilitando o financiamento para o comprador final.
Para o ministro das Cidades, Vladimir Lima, o objetivo é claro: “Chegar a um orçamento recorde de R$ 200 bilhões para garantir que o brasileiro saia do aluguel”.






