Os medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras se mostram eficazes no combate à obesidade, mas apresentam riscos significativos quando utilizados sem orientação profissional. Segundo endocrinologistas, esses fármacos da classe dos agonistas do receptor GLP 1 podem provocar deficiência de vitaminas e enfraquecimento da musculatura, especialmente quando o paciente não modifica seus hábitos alimentares e de exercício físico.
O forte efeito supressor de apetite desses medicamentos frequentemente leva os pacientes a reduzir drasticamente o consumo de alimentos, resultando em ingestão insuficiente de proteínas e micronutrientes essenciais. Para contornar esse problema, especialistas recomendam priorizar alimentos nutricionalmente densos nas pequenas refeições, com ingestão de proteína entre 1,2 e 1,5 gramas por quilo de peso corporal diariamente, dependendo da idade e condição de saúde do paciente.
Outros efeitos colaterais comuns incluem queda e afinamento de cabelo, além de sintomas gastrointestinais como náusea, constipação e inchaço abdominal. Para minimizar essas manifestações, recomenda-se fazer refeições fracionadas e nutrientes, consumir alimentos proteicos no início das refeições e aumentar a ingestão de fibras e líquidos. O acompanhamento periódico por equipe multidisciplinar, incluindo endocrinologista, nutricionista e educador físico, é essencial para monitorar a preservação da massa muscular e detectar sinais de desnutrição, como perda de força física ou alterações em exames de laboratório.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.







