Índice de Percepção da Corrupção 2025 no Brasil: País Repete Uma de Suas Piores Notas em Ranking Global

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Índice de Percepção da Corrupção 2025 no Brasil

O Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025 mostra que o Brasil marcou apenas 35 pontos, ocupando a 107ª posição entre 182 países. Embora tenha subido um ponto em relação a 2024 (34 pontos), a Transparência Internacional classifica a variação como “estatisticamente insignificante”.

O país segue bem abaixo da média mundial e das Américas, ambas em 42 pontos.

Posição País Nota (0-100)
Dinamarca 89
107º Brasil / Sri Lanka 35
182º Somália / Sudão do Sul 09

Os Grandes Escândalos de 2025 

O relatório “Retrospectiva 2025” aponta que, apesar do avanço do STF na punição de atos antidemocráticos, o país foi chocado por casos de corrupção em escala inédita. Entre as operações citadas, destacam-se:

  • Caso Master: Descrito como a maior fraude bancária já registrada no país (Operação Compliance Zero).

  • Operação Carbono Oculto: Focada em lavagem de dinheiro em fintechs e no setor de combustíveis, utilizando inteligência financeira.

  • Operação Sem Desconto: Esquema de desvios no INSS que atravessou diferentes gestões federais.

  • Venda de Sentenças: Suspeitas envolvendo o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O Peso das Emendas Parlamentares 

Um dos pontos mais críticos do relatório é a chamada “captura do orçamento”. Em 2025, consolidou-se o recorde de emendas parlamentares, que ultrapassaram a marca de R$ 60 bilhões para o orçamento de 2026. A Transparência Internacional alerta que essa falta de controle sobre os recursos públicos facilita a corrupção em níveis municipais e estaduais.

“O Brasil chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita em 2025.” — Bruno Brandão, Diretor da Transparência Internacional – Brasil.

O Outro Lado: A Resposta da CGU 

Em nota oficial, a Controladoria-Geral da União (CGU) ponderou que o IPC mede a percepção de grupos específicos (especialistas e executivos) e não a ocorrência real de crimes ou a eficácia das políticas públicas de investigação, que têm avançado com o uso de inteligência financeira.

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