A proposta de ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova regra também prevê taxação progressiva para rendimentos acima de R$ 600 mil anuais, com o objetivo de equilibrar as contas públicas sem afetar estados e municípios.
O que muda na Isenção do Imposto de Renda?
Atualmente, a isenção do IR cobre quem ganha até R$ 2.259,20 por mês. Com a nova proposta, esse limite sobe para R$ 5 mil a partir de 2026, beneficiando cerca de 10 milhões de brasileiros.
Para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, haverá um desconto parcial progressivo, reduzindo significativamente o imposto devido. Veja como fica:
- R$ 5.000 — Isenção total (imposto antes: R$ 312,89)
- R$ 5.500 — Desconto de 75% (imposto final: R$ 202,13)
- R$ 6.000 — Desconto de 50% (imposto final: R$ 417,85)
- R$ 6.500 — Desconto de 25% (imposto final: R$ 633,57)
- R$ 7.000 — Sem desconto (imposto final: R$ 849,29)
A tabela do IR não sofrerá alteração, mantendo as alíquotas progressivas: 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%.
Tributação Progressiva para Altas Rendas
A nova proposta também estabelece uma tributação mínima para quem ganha acima de R$ 600 mil anuais. Isso inclui salários, aluguéis, dividendos e outros rendimentos.
Confira a tributação por faixa de renda:
- R$ 600 mil/ano — 0% de imposto adicional
- R$ 750 mil/ano — 2,5% sobre o excedente (R$ 18.750)
- R$ 900 mil/ano — 5% sobre o excedente (R$ 45.000)
- R$ 1,05 milhão/ano — 7,5% sobre o excedente (R$ 78.750)
- R$ 1,2 milhão/ano — 10% sobre o excedente (R$ 120.000)
Essa medida busca corrigir desigualdades, pois atualmente alguns contribuintes de alta renda pagam alíquotas efetivas abaixo de 3%.
Impacto nas Empresas e Investidores
O governo também propõe a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior, gerando R$ 8,9 bilhões em arrecadação. Entretanto, CLT e aposentadorias não serão impactadas por essas mudanças.
Para empresas e investidores, as alterações representam um ajuste importante no sistema tributário, incentivando maior equidade fiscal.
A ampliação da isenção do IR é um grande avanço para a classe trabalhadora, enquanto a tributação progressiva para altas rendas busca equilibrar as contas públicas. As novas regras vão impactar milhões de brasileiros e demandam atenção para o planejamento financeiro futuro.