A mobilização nacional ganhou força nesta semana. A Greve dos Correios 2025 foi oficialmente deflagrada por sindicatos de diversas regiões do Brasil, iniciando uma paralisação por tempo indeterminado desde as 22h da última terça-feira (16). A decisão, tomada após assembleias locais, ocorre devido ao impasse nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A paralisação Correios estados atinge pontos estratégicos da logística nacional, o que pode causar atrasos significativos na entrega de correspondências e encomendas de e-commerce durante o período de fim de ano. Os trabalhadores alegam que as propostas apresentadas pela direção da estatal não atendem às necessidades básicas da categoria diante do cenário econômico atual.
Estados e Regiões Afetadas pela Greve
Até o momento, a adesão à Greve dos Correios 2025 foi confirmada em sete estados e diversas bases regionais importantes. Em alguns locais, como na capital paulista, os trabalhadores decidiram cruzar os braços mesmo sem o aval formal da direção sindical, demonstrando a força do movimento na base.
Os estados com paralisação confirmada incluem:
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Minas Gerais
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Paraná (incluindo a base de Londrina)
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Rio de Janeiro
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Rio Grande do Sul
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Ceará
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Paraíba
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São Paulo (Interior e Litoral: Campinas, Santos e Vale do Paraíba)
Além dessas regiões, outras 12 bases sindicais declararam estado de greve. Isso significa que sindicatos do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Piauí e Rio Grande do Norte permanecem em mobilização constante, com alta probabilidade de aderirem à paralisação total nos próximos dias caso as negociações não avancem.
Reivindicações: Por que os Correios estão parados?
O foco da Greve dos Correios 2025 reside na manutenção de direitos conquistados e na recuperação do poder de compra dos funcionários. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), a categoria busca um acordo que garanta dignidade frente à inflação.
As principais demandas dos trabalhadores incluem:
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Reposição Salarial: Reajuste com base na inflação acumulada do período.
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Manutenção de Benefícios: Preservação do adicional de férias e do pagamento em dobro por trabalho aos finais de semana.
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Vale-Peru: Tradicional benefício de fim de ano que se tornou ponto de discórdia nas mesas de negociação.
Por outro lado, a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos alega enfrentar dificuldades financeiras. Segundo a estatal, o cenário fiscal da empresa não comporta, no momento, o atendimento integral das demandas financeiras apresentadas pelos sindicatos, sob risco de comprometer a sustentabilidade da operação a longo prazo.
O Impacto para o Consumidor
A paralisação dos Correios nos estados ocorre em um momento crítico, próximo às festas de fim de ano, período de pico para o setor postal. Especialistas recomendam que consumidores e lojistas busquem alternativas de envio, como transportadoras privadas, para evitar transtornos com prazos de entrega.
O Governo Federal acompanha o movimento, buscando intermediar o diálogo entre a estatal e os trabalhadores para evitar que o serviço essencial seja interrompido de forma drástica em todo o território nacional. Enquanto o decreto oficial de greve persistir, o monitoramento diário das bases é essencial para quem depende do serviço postal.







