Desemprego Cai para 5,3% e Bate Recorde no Brasil

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O desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse foi o menor índice registrado para um trimestre terminado em julho desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

O resultado representa uma melhora em relação ao trimestre encerrado em abril, quando a taxa estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, também houve redução, já que o índice era de 5,6%.

População ocupada atinge recorde

Além da queda no desemprego, o número de pessoas ocupadas também alcançou um recorde.

De acordo com o IBGE, 103,3 milhões de pessoas estavam trabalhando no período analisado. O número de empregados com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,4 milhões, o maior resultado da série histórica.

Os números indicam um cenário de expansão da ocupação no mercado de trabalho brasileiro.

Número de desempregados diminui

A população desocupada ficou em 5,8 milhões de pessoas. O número representa uma redução de 503 mil trabalhadores, ou 8%, em relação ao trimestre encerrado em abril.

Outro indicador que apresentou queda foi o número de pessoas desalentadas. O grupo, formado por quem deixou de procurar emprego por acreditar que não conseguiria uma vaga, chegou a 2,3 milhões, uma redução de 9,7%.

Trabalho informal ainda representa parcela importante

Apesar dos resultados positivos na ocupação, a informalidade continua sendo um dos principais pontos de atenção do mercado de trabalho.

A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada. No trimestre encerrado em abril, o índice era de 37,2%.

O número de trabalhadores sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, crescimento de 3,6% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 477 mil pessoas.

Segundo o IBGE, trabalhadores informais incluem pessoas sem carteira assinada, além de autônomos e empregadores sem CNPJ. Esse grupo não possui algumas garantias trabalhistas, como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

Rendimento médio fica em R$ 3.762

O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho.

O valor representa uma queda de 0,7% em relação ao período terminado em abril. Apesar da redução, o IBGE classificou a variação como estável.

Como o IBGE calcula o desemprego

A Pnad Contínua considera a população com 14 anos ou mais e analisa diferentes formas de ocupação, incluindo empregos com carteira, trabalhos temporários e atividades por conta própria.

Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa estar sem trabalho e ter procurado efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.

A pesquisa visita aproximadamente 211 mil domicílios em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Histórico da taxa de desemprego

O menor índice de desemprego já registrado pela Pnad Contínua foi de 5,1%, no último trimestre de 2025.

Já a maior taxa da série histórica foi de 14,9%, registrada nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia de covid-19.

Os novos dados mostram, portanto, que o mercado de trabalho brasileiro mantém uma taxa de desemprego próxima dos menores níveis já registrados pelo IBGE.

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