Coco de Pilão Paulista: 13ª Sambada de Mestre Celebra Cultura Afro-Indígena

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13ª Sambada de Mestre

Coco de Pilão Paulista: 13ª Sambada de Mestre Celebra Cultura Afro-Indígena

A cidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, se prepara para receber a 13ª edição de um dos eventos mais simbólicos do seu calendário cultural: a Sambada de Mestre – Coco de Pilão. Neste sábado (13), o terreiro Ilê Asé Omo Ogundê será o palco de uma grande celebração gratuita que exalta a tradição do coco pernambucano, a força da cultura afro-indígena e o legado ancestral do Mestre Pilão Deitado.

O evento, que marca o encerramento das atividades da casa em 2025, promete reunir o público em torno da música, do saber popular e do empreendedorismo local. O Coco de Pilão Paulista tornou-se, ao longo da última década, um importante espaço de encontro e de afirmação da identidade cultural do território.

Representantes do Coco Pernambucano em Foco

A Sambada de Mestre é conhecida por reunir nomes de peso da cena cultural e do coco de roda. Esta edição contará com uma programação musical intensa que valoriza mestres e artistas que atravessam gerações.

Entre os principais representantes que subirão ao palco, estão:

  • Erlânia do Coco: Reconhecida por sua voz potente e pela manutenção da tradição do ritmo.

  • Mestre Zé do Beco: Um ícone da cultura popular e guardião do coco.

  • Grupo Pinga Coco: Conhecido pela energia contagiante de suas apresentações.

  • Coco de Pilão: O grupo anfitrião, que carrega a tradição e o nome do evento.

O evento reverencia a cultura afro-indígena, a força da jurema sagrada e, sobretudo, o legado do Mestre Pilão Deitado, patrono espiritual do terreiro Ilê Asé Omo Ogundê.

Ancestralidade, Sabedoria e Economia Colaborativa 

A iniciativa da Sambada de Mestre nasceu em 2015 a partir do Projeto Pilão Deitado, idealizado por Pai Hypólito, fundador do terreiro. Seu objetivo era claro: fortalecer as práticas tradicionais que se mantêm vivas na comunidade.

Pai Hypólito destacou o significado especial desta 13ª edição. “Marca o encerramento das atividades em 2025. É um gesto de gratidão à jurema sagrada pelas proteções e pelos caminhos abertos, e também uma reafirmação do nosso Ilê como espaço de convivência cultural, ancestralidade e preservação das tradições nagô”, afirmou.

A abertura e amarração poética da noite ficarão por conta da poetisa, educadora popular e Èkéjì Joaninha Dias, que conduzirá o público com sua palavra cheia de afeto e história ancestral.

A Feira Afro e a Oficina de Ritmos 

Antes dos shows de Coco de Pilão Paulista tomarem conta da noite, a programação começa pela manhã, às 10h, com a oficina de introdução à percussão “Ritmos do Coco”. Ministrada por Natalício Sales, ogã, mestre luthier e educador social, a oficina ensinará toques e fundamentos que movem a sambada (as vagas são limitadas e exigem inscrição prévia).

A partir das 18h, o público poderá explorar a feira afro colaborativa. Este espaço de empreendedorismo local reunirá artesãos, artistas e produtores do território com uma variedade de produtos que incluem moda, arte, cerâmica, jardinagem, gastronomia e artesanato.

Entre os expositores confirmados estão nomes como Trampo Raro, Fino Acessórios, Ayó Atelier, Maria Maria Brechó e Yabar Comedoria. A feira não só movimenta a economia, mas também reforça a identidade e a criatividade local.

A realização da Sambada de Mestre é um trabalho coletivo do Ilê Asé Omo Ogundê, contando com o apoio importante da Lei de Incentivo Paulo Gustavo Paulista. O evento segue, assim, ampliando o acesso e a valorização das práticas culturais que formam o DNA de Paulista.

Foto Paloma Lima/Divulgação

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