Instituições brasileiras se unem a parceiros internacionais em um esforço conjunto para encontrar novos caminhos no tratamento da hepatite B. A iniciativa, coordenada pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, envolve pesquisadores do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. No país, o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo e a Universidade de São Paulo representam o Brasil neste empreendimento científico.
O projeto, que começou em 2023 e foi retomado este ano após uma interrupção, prevê acompanhamento de aproximadamente 600 pacientes durante cerca de quatro anos e meio. Os pesquisadores analisarão como o vírus se comporta em diferentes organismos e quais respostas imunológicas são acionadas pelos infectados. O estudo também incluirá pessoas com coinfecção de hepatite B e HIV. No Brasil, a pesquisa deverá se estender por aproximadamente cinco anos, com objetivo de identificar características genéticas protetoras e possíveis marcadores para desenvolvimento de novos medicamentos.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 240 milhões de pessoas convivem com infecção crônica de hepatite B em nível global. A doença permanece silenciosa, mas pode evoluir para cirrose, câncer de fígado e morte. No Brasil foram registrados mais de 276 mil casos confirmados entre 2000 e 2022. O vírus tipo B é 100 vezes mais contagioso que o HIV e pode ser transmitido por relações sexuais, contato com sangue contaminado e até durante a gravidez e parto.
A prevenção continua sendo a principal ferramenta disponível atualmente. A vacinação, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde para todas as pessoas não imunizadas, representa a melhor estratégia de proteção. Crianças devem receber quatro doses, enquanto adultos completam o esquema com três aplicações. Outras medidas preventivas incluem uso de preservativos e evitar compartilhamento de objetos perfurocortantes. A meta global é eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.







