O alistamento feminino 2026 atraiu 920 jovens pernambucanas que se voluntariaram para o Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF). As candidatas devem se apresentar até esta terça-feira (11), na Comissão de Seleção Permanente das Forças Armadas (CSPFA), em Santo Amaro, no Centro do Recife.
Esta é a segunda edição do alistamento feminino voluntário no Brasil. Em Pernambuco, o processo representa uma nova etapa de inserção das mulheres nas Forças Armadas.
Como funciona o alistamento militar feminino
As jovens que se apresentam à CSPFA passam por diferentes etapas de seleção e avaliação de aptidão. O processo inclui preenchimento de formulários, oficinas odontológicas e médicas, além de entrevista.
A candidata precisa ser considerada apta nas três etapas para seguir para a fase de designação. Nessa etapa, ela é encaminhada para a seleção complementar no quartel onde poderá prestar o serviço.
Em 2026, puderam participar mulheres que completam 18 anos até 31 de dezembro.
Quantas mulheres serão incorporadas?
Em Pernambuco, 75 jovens serão selecionadas para incorporação ao Exército no Recife em março.
Desse total, 53 serão destinadas ao Batalhão de Infantaria do Curado e outras 22 ao Colégio Militar do Recife.
Até a incorporação, a participação no processo continua sendo facultativa. Depois da integração às Forças Armadas, o serviço passa a ser obrigatório.
Alistamento feminino cresce em representatividade
A primeira edição do alistamento feminino voluntário ocorreu em 2025. Naquele ano, 1.470 jovens se alistaram para o Exército em Pernambuco.
Apesar da redução para 920 inscritas em 2026, o processo continua sendo considerado um marco na ampliação da participação feminina nas Forças Armadas.
O Exército também já conta com mulheres que passaram pelo primeiro processo de incorporação no Recife. Para integrantes desse grupo, a oportunidade representa tanto uma realização pessoal quanto uma mudança na presença feminina na instituição.
Mulheres também podem seguir carreira militar
De acordo com representantes da CSPFA, o processo feminino apresenta diferenças em relação ao masculino principalmente nos índices dos Testes de Aptidão Física (TAF), incluindo corrida, abdominal e flexão de braço.
No Recife, atualmente, o alistamento feminino ainda não contempla vagas para a Marinha ou a Aeronáutica por questões estruturais.
A expectativa apresentada pelas Forças Armadas é de que a participação feminina nessas instituições seja ampliada. Segundo a reportagem, a previsão é que Marinha e Aeronáutica também estejam preparadas para receber mulheres a partir de 2028.
Alistamento feminino marca nova fase nas Forças Armadas
A ampliação do alistamento voluntário representa uma mudança histórica na relação entre mulheres e o serviço militar no Brasil.
Com novas oportunidades de ingresso e formação, o processo permite que mais jovens tenham acesso à experiência militar e possam ocupar espaços tradicionalmente associados aos homens.







