Funcionários da Caixa rejeitam acordo e mantêm greve nacional indefinida

A greve nacional dos funcionários da Caixa Econômica Federal prossegue indefinidamente após rejeição de nova proposta apresentada pela instituição. Em assembleia realizada na noite de sexta-feira, 68% dos bancários filiados ao sindicato de São Paulo, Osasco e Região votaram contrários ao acordo, consolidando a decisão de manter a paralisação iniciada na quinta-feira anterior.
O principal obstáculo nas negociações envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos servidores. A proposta do banco incluía alterações significativas no sistema de custeio e nas regras de compartilhamento de custos, pontos que geraram forte rejeição entre os trabalhadores. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, mais de 90% das bases sindicais já haviam rejeitado uma proposta anterior.
A Caixa oferecia como contrapartida um prêmio de três mil reais por empregado, aumento de 6,5% para 8% na contribuição do banco ao plano de saúde, além de outras benesses que somavam centenas de milhões de reais. Apesar da rejeição, a instituição mantém as portas abertas para negociações e ainda avalia a possibilidade de recorrer à Justiça do Trabalho através de um dissídio coletivo.
Durante a paralisação, as agências permanecem fechadas em diversas regiões, mas os caixas eletrônicos seguem funcionando normalmente. A Caixa orienta clientes a utilizarem canais digitais, aplicativos e serviços remotos para realizar operações. No Banco do Brasil, a situação é diferente: a maioria dos sindicatos aprovou a proposta da instituição, com greve mantida apenas em 18 bases.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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