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Saúde

Brasil tem 95 centros de reabilitação visual pouco conhecidos pela população

Por Redação Portal Digital 08/09/2026 às 22:31 2 min de leitura
Brasil tem 95 centros de reabilitação visual pouco conhecidos pela população

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia divulgou um mapeamento dos 95 centros especializados em reabilitação visual espalhados pelo país, mas destinados a pacientes com baixa visão ou cegueira. Apesar de serem oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, esses serviços permanecem desconhecidos pela maioria da população e até mesmo por profissionais de saúde. A distribuição desses centros ocorre em todas as regiões brasileiras, com maior concentração no Sudeste, que conta com 39 unidades, seguido pelo Nordeste com 31, Norte com 12, Sul com 9 e Centro-Oeste com 4 unidades.

O desafio para ampliar o acesso a essas unidades reside na necessidade de melhor comunicação entre os diferentes níveis do sistema de saúde. O conselho ressalta que a publicação do mapeamento funciona como um guia para pacientes e profissionais de saúde que buscam atendimento especializado em reabilitação visual, oferecendo suporte multiprofissional para recuperar a autonomia e qualidade de vida.

Além da rede de cuidados tradicionais, tecnologias assistivas baseadas em inteligência artificial ganham espaço no processo de reabilitação visual no Brasil. Bengalas inteligentes que detectam obstáculos e sistemas de audiodescrição que analisam ambientes são exemplos de inovações que ampliam a independência dos usuários em atividades cotidianas. Contudo, o oftalmologista segue sendo indispensável, pois é esse profissional quem avalia a funcionalidade visual e orienta o uso adequado das novas tecnologias.

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O Conselho Brasileiro de Oftalmologia também chama atenção para possíveis riscos éticos no uso de inteligência artificial aplicada à acessibilidade, como vieses em bases de dados de audiodescrição que podem afetar públicos vulneráveis. A entidade reafirma o compromisso de expandir o acesso aos centros de reabilitação e acompanhar o desenvolvimento das tecnologias assistivas, garantindo que pacientes encontrem uma rede preparada para devolver autonomia e qualidade de vida.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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