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Falece Zélia Amador de Deus, defensora dos direitos raciais na Amazônia

Por Redação Portal Digital 08/09/2026 às 21:31 2 min de leitura
Falece Zélia Amador de Deus, defensora dos direitos raciais na Amazônia

A Universidade Federal do Pará lamenta a morte de Zélia Amador de Deus, ocorrida nesta terça-feira em Belém. A professora emérita de 74 anos deixa um legado significativo na luta contra o racismo e pela inclusão de grupos historicamente marginalizados no ensino superior amazônico.

Zélia foi uma das criadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará e se dedicou à defesa dos direitos de comunidades quilombolas. Reconhecida como uma das principais vozes do movimento negro na região, a pesquisadora em ciências sociais atuou intensamente pela ampliação do acesso e permanência de populações afrodescendentes, indígenas e tradicionais na universidade. Entre suas conquistas estão as políticas de cotas raciais e processos seletivos especiais para quilombolas.

Sua trajetória começou na Ilha do Marajó, onde nasceu em 1951, filha de mãe solteira. Criada na periferia de Belém, Zélia enfrentou o racismo desde cedo, mas encontrou inspiração nos ensinamentos da avó sobre dignidade e resistência. Exerceu o cargo de vice-reitora entre 1993 e 1997, e recebeu o título de professora emérita em 2019.

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Poucos meses antes de sua morte, a UFPA homenageou Zélia com o plantio de um baobá, árvore de significado ancestral para povos africanos. Na ocasião, emocionada, ela expressou a importância do símbolo para sua história de vida. O reitor Gilmar Pereira da Silva destacou que a professora foi fundamental para construir uma instituição mais plural e comprometida com a igualdade racial.

Personalidades do movimento negro e da cultura paraense prestaram homenagens. A historiadora Janira Sodré ressaltou a tenacidade de Zélia, enquanto o professor Jonas Pinheiro sublinhou seu papel decisivo nas políticas inclusivas. A cantora Gaby Amarantos também se despediu da mestra que marcou gerações de estudantes com seus ensinamentos sobre protagonismo e identidade amazônica.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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