Movimentos sociais ocupam ruas em defesa de moradia e contra violência
Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira manifestações em mais de meia centena de cidades brasileiras durante a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Os atos, que ocorreram em todas as regiões do país, tiveram como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!” e reuniram faixas, bandeiras e gritos de guerra para expor as demandas dos movimentos populares.
Os manifestantes levantaram pautas como moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade, defesa do Sistema Único de Saúde, combate ao feminicídio e à violência contra mulheres, enfrentamento ao racismo e à LGBTfobia, além do encerramento da escala de trabalho 6×1. Na capital paulista, os participantes percorreram o centro e terminaram com uma missa na Catedral da Sé dedicada à população em situação de rua. Ativistas como Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, defendem que a liberdade plena só será alcançada quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.
No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas e ganhou caráter artístico com encenações teatrais realizadas pela Escola de Teatro Popular, que discutiram democracia e participação cidadã. Coordenadores de movimentos de moradia, como Ricardo Pitta, do Movimento Quilombos Urbanos, ressaltaram que somente a mobilização popular conseguirá reverter as injustiças enfrentadas pelos segmentos mais vulneráveis da sociedade. Em Brasília, ambientalistas apresentaram uma carta de compromisso ecológico dirigida a candidatos progressistas, reforçando que a questão ambiental é uma questão de justiça social.
Segundo a professora universitária Altaci Kokama, o Grito dos Excluídos se consolidou ao longo de suas 32 edições como um espaço onde os marginalizados pela sociedade apresentam suas demandas e reivindicações. Ela ressaltou os desafios de mobilização, já que grupos com mais recursos conseguem engajar mais pessoas, enquanto os excluídos muitas vezes enfrentam barreiras de transporte e alimentação para participar dos atos.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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