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ONU aprova novo mapa-múndi que corrige distorções de continentes

Por Redação Portal Digital 05/09/2026 às 21:06 2 min de leitura

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta sexta-feira uma resolução que busca corrigir distorções históricas na representação de continentes em mapas-múndi. A votação contou com o apoio de 164 países, sendo os Estados Unidos o único voto contrário e seis abstenções. A iniciativa, intitulada “Corrija o Mapa”, foi liderada por Togo e outros países africanos preocupados com a forma como seus territórios eram ilustrados.

O problema remonta ao século 16, quando a projeção de Mercator foi desenvolvida para fins de navegação marítima. Desde então, essa representação cartográfica tem sido amplamente utilizada em materiais educacionais, midiáticos e oficiais ao redor do mundo, perpetuando uma visão desequilibrada do planeta. A projeção amplia de forma desproporcional as massas de terra localizadas ao Norte e ao Sul da linha do Equador, resultado que afeta principalmente a África, América do Sul e Sul da Ásia.

Durante a votação, o ministro das Relações Exteriores de Togo, Robert Dussey, argumentou que a aprovação reafirma o compromisso com a verdade científica e promove equidade na representação dos povos. Segundo ele, a decisão vai além de simplesmente atualizar um documento: trata-se de corrigir a percepção coletiva que o mundo tem de si mesmo.

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O modelo aprovado pela ONU é a projeção “Terra Igual”, que oferece uma representação mais precisa das dimensões reais de todos os continentes. A organização internacional espera que a resolução estimule governos, organizações internacionais e outras instituições a adotarem esse novo padrão cartográfico em seus materiais.

A União Africana argumenta que mapas são ferramentas fundamentais de educação e cultura que moldam a compreensão global. Corrigir essas distorções históricas é visto como uma forma de promover justiça cognitiva, reconhecimento e desenvolvimento entre os povos, alinhado com o Pacto para o Futuro aprovado pela ONU em 2024.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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