Crise no STF: Moraes e Mendonça Bate-Boca Após Revelação de Mensagens com Banqueiro

O clima nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu níveis sem precedentes de tensão nesta terça-feira (1º de setembro). Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram uma discussão ríspida nos bastidores da Corte que quase descambou para agressões físicas, segundo relatos de bastidores confirmados por veículos de imprensa.
O entrevero ocorreu após Moraes tomar conhecimento de que Mendonça havia determinado que a Polícia Federal (PF) aprofundasse investigações sobre mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que indicavam interlocução direta com Moraes antes de sua prisão.
O Relatório da PF e as Mensagens com Vorcaro
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, foi preso em 17 de novembro de 2025 no Aeroporto Internacional de Guarulhos enquanto tentava embarcar em um jato particular rumo a Dubai. As investigações apuravam a emissão e venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
No relatório da PF, cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, foram identificadas mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes dias antes da operação:
- Pergunta sobre fuga: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, questionou Vorcaro no dia 15 de novembro de 2025.
- Alertas e encontros: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?” e “às 14h então, na sua casa ou na minha?”, escreveu o empresário no dia 16.
- Intervenções sugeridas: Em outros trechos, o ex-banqueiro citou reuniões e tentativas de interceder junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para adiar desdobramentos operacionais.
Ação no STF e Prazos para a PGR
Ao analisar os esclarecimentos prestados pela Polícia Federal confirmando a identidade de Moraes como interlocutor nos diálogos, o ministro André Mendonça enviou o relatório para manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, estipulando um prazo de cinco dias para o posicionamento oficial do órgão.
Posicionamento do Escritório de Advocacia
O Banco Master também manteve contrato de prestação de serviços com o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Em nota oficial, o escritório esclareceu que o setor de compliance consultou formalmente Moraes sobre eventuais impedimentos antes da assinatura do contrato. Segundo a defesa, ficou constatado que o ministro jamais atuou ou julgou causas de interesse do Banco Master no STF, garantindo a legalidade da prestação dos serviços prestados na época.
Crédito da Foto: Gustavo Moreno/STF
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