Um estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia apresenta dados positivos sobre a conservação das terras indígenas na região. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, mais da metade dos territórios originários não sofreram perda de vegetação, demonstrando a eficácia da proteção ambiental nessas áreas.
Apesar do desmatamento geral na Amazônia ter atingido 2.702 quilômetros quadrados no período analisado, as terras indígenas foram responsáveis por apenas 1,7% dessa destruição, equivalente a aproximadamente 47 quilômetros quadrados. A degradação florestal ficou concentrada em pequenos trechos, a maioria com menos de um quilômetro quadrado. Os territórios que registraram as maiores perdas foram Cachoeira Seca, no Pará, Andirá-Marau, entre Amazonas e Pará, e Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, no Maranhão.
O instituto ressalta que esses números comprovam a importância dessas terras e de seus povos para manter a biodiversidade, regular o regime de chuvas e contribuir no combate às mudanças climáticas. Além das terras indígenas, as unidades de conservação também apresentaram resultado significativo, respondendo por 9% do desmatamento total do bioma.
No contexto geral da Amazônia, o período registrou o menor índice de desmatamento dos últimos onze anos. Pará, Mato Grosso e Amazonas lideraram as perdas florestais, mas apresentaram redução comparados ao ano anterior. A degradação da floresta, causada por fogo e extração seletiva de madeira, caiu dramaticamente 93% na comparação com o período anterior.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.







