A febre do Nilo Ocidental, embora rara no Brasil, já circula há décadas no continente africano. Um infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP reforça que não há razão para alarme generalizado, apesar dos registros de infecção confirmados no país. Segundo o especialista, a grande maioria dos infectados apresenta quadros leves, com menos de 1% evoluindo para formas graves da doença.
O vírus é transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas, que adquirem o agente patogênico ao se alimentarem de aves contaminadas. A maioria das pessoas infectadas nem desenvolve sintomas, e quando eles aparecem, costumam ser semelhantes aos de outras arboviroses como dengue e zika: febre, dor muscular, dor de cabeça e mal-estar. Em casos mais graves, podem ocorrer complicações neurológicas como encefalite e meningite, exigindo internação hospitalar.
Não existe vacina ou medicamento antiviral específico contra a doença. O tratamento baseia-se no alívio dos sintomas e no suporte médico, incluindo hidratação e repouso. Até agora, São Paulo confirmou dois casos, Santa Catarina registrou dois com uma morte, e há um caso provável no Piauí. As autoridades sanitárias mantêm monitoramento das aves e vigilância epidemiológica para identificar possíveis áreas de transmissão.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.







