Pernambuco receberá 20.563 tubetes de insulina glargina pelo SUS, além de 5.618 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento. A distribuição faz parte da transição gradual do Ministério da Saúde, que prevê a substituição da insulina NPH pela glargina para grupos específicos de pacientes com diabetes.
A previsão é que os insumos sejam entregues ao estado nos próximos dias. A distribuição nacional deve ser concluída até o fim de julho.
Insulina glargina pelo SUS será destinada a grupos específicos
Segundo o Ministério da Saúde, a insulina glargina pelo SUS será destinada a pacientes que atendam aos critérios definidos para a nova estratégia de tratamento.
Entre os beneficiados estão pessoas de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1. Também serão contemplados pacientes com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A substituição, no entanto, depende de avaliação clínica e prescrição médica. Dessa forma, o medicamento não será trocado automaticamente para todos os pacientes que atualmente utilizam insulina NPH.
Como será o acesso à insulina glargina em Pernambuco?
O acesso ao medicamento será realizado por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O paciente ou responsável deve procurar a unidade de referência levando a receita médica emitida e carimbada.
A equipe de saúde fará a avaliação do caso. Quando houver indicação, será realizada a substituição da insulina NPH pela glargina, seguindo os critérios estabelecidos para a distribuição.
Além do medicamento, os pacientes receberão uma caneta reutilizável para aplicação, com validade prevista de três anos, além das agulhas necessárias para o uso.
As equipes de saúde também deverão orientar os pacientes e seus responsáveis sobre a forma correta de aplicação e os cuidados necessários para o armazenamento da insulina.
Medicamento tem ação prolongada
A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada que, em muitos casos, pode ser administrado uma vez ao dia. A mudança busca oferecer maior estabilidade no controle da glicemia e reduzir episódios de hipoglicemia.
O tratamento, porém, deve seguir sempre a avaliação e a orientação dos profissionais de saúde. A indicação da glargina e a eventual substituição da NPH devem ser definidas individualmente, conforme as necessidades de cada paciente.
Produção nacional busca ampliar segurança no SUS
A distribuição da insulina glargina integra uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). A iniciativa busca ampliar a produção nacional do medicamento e contribuir para a segurança do abastecimento da rede pública de saúde.
A transição para a nova insulina será realizada de forma gradual na atenção primária em todo o país. Em Pernambuco, a chegada de mais de 20 mil tubetes representa uma etapa desse processo de ampliação do acesso ao medicamento.
Pacientes e familiares devem procurar as Unidades Básicas de Saúde para obter informações sobre a disponibilidade do medicamento, os critérios de atendimento e os procedimentos necessários para avaliação e possível substituição da insulina NPH.







