A Renda Renascença Patrimônio Cultural de Pernambuco passa a integrar oficialmente o conjunto dos bens culturais imateriais do estado. O reconhecimento foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), durante reunião realizada em Poção, no Agreste pernambucano, município conhecido como a Capital da Renda Renascença.
A decisão representa um importante avanço na valorização de uma tradição artesanal transmitida entre gerações e reforça o papel da renda como patrimônio histórico, cultural, social e econômico de Pernambuco.
Reconhecimento fortalece tradição centenária
Produzida artesanalmente por centenas de rendeiras, a Renda Renascença é uma das mais importantes expressões do artesanato pernambucano. A técnica, passada de mãe para filha ao longo de décadas, tornou-se símbolo da identidade cultural de Poção e de diversos municípios do Agreste.
Com a aprovação do registro, o saber fazer da renda passa a contar com maior proteção institucional, incentivando ações voltadas à preservação da tradição e à continuidade dessa arte para as futuras gerações.
A votação contou com parecer favorável de todos os conselheiros presentes e foi acompanhada por autoridades municipais e representantes da comunidade.
Patrimônio que gera renda para centenas de famílias
Além do valor cultural, a Renda Renascença desempenha papel fundamental na economia local.
Segundo o coordenador da Comissão de Estudo do Saber Fazer da Renda Renascença, Lindenberg Filho, o reconhecimento vai além de um título simbólico.
“É sobre valorizar uma arte passada de geração em geração, que continua sendo um dos principais pilares econômicos e de sustento financeiro de Poção, tanto na área urbana quanto na zona rural.”
A atividade movimenta a economia criativa da região, gera empregos e representa uma importante fonte de renda para centenas de famílias que vivem da produção artesanal.
Preservação e valorização das rendeiras
Com o reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco, a expectativa é ampliar as políticas públicas voltadas ao fortalecimento da atividade.
Entre os principais objetivos estão:
- preservação do saber tradicional;
- incentivo à produção artesanal;
- valorização das rendeiras;
- fortalecimento da economia criativa;
- promoção da cultura pernambucana.
Essas ações contribuem para manter viva uma tradição que atravessa gerações e ajuda a preservar a identidade cultural do estado.
Patrimônio se junta a outras tradições de Pernambuco
De acordo com o presidente do CEPPC, Antiógenes Viana, a decisão amplia a proteção institucional da manifestação cultural.
A partir do registro, a Renda Renascença passa a integrar oficialmente a lista dos patrimônios culturais imateriais de Pernambuco, ao lado de importantes manifestações reconhecidas, como:
- Frevo;
- Maracatu;
- Feira de Caruaru.
O reconhecimento reafirma a importância da renda como uma das maiores referências do artesanato brasileiro e fortalece a imagem de Poção como um dos principais polos culturais do estado.
Ao preservar esse patrimônio, Pernambuco garante que o conhecimento, a tradição e o talento das rendeiras continuem inspirando novas gerações e impulsionando o desenvolvimento cultural e econômico da região.






