Recorde Histórico: São João de Pernambuco Movimenta R$ 1,46 Bilhão em 2026

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Programação do São João de Bezerros 2025

O ciclo junino de 2026 cravou seu nome na história de Pernambuco com o maior resultado econômico de sua série histórica. De acordo com o balanço oficial divulgado pelo Governo do Estado, por meio da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), as festividades movimentaram uma receita turística bruta impressionante de R$ 1,46 bilhão — o que representa um crescimento expressivo de 22% em comparação ao ano passado (R$ 1,2 bilhão).

A explosão financeira foi impulsionada por um fluxo massivo de visitantes. Ao todo, 1.796.283 turistas e excursionistas circularam pelo estado durante o período, registrando uma alta de quase 10% em relação a 2025.

O Fenômeno do Agreste: Gravatá e Cidades Vizinhas com 100% de Ocupação 

A estratégia de interiorização e descentralização da programação junina consolidou o Agreste como o coração pulsante do São João. A rede hoteleira da região operou no limite máximo de sua capacidade produtiva.

A taxa média de ocupação de Pernambuco saltou para 91,29%. No entanto, quando olhamos para os principais polos do Agreste, os números são ainda mais impressionantes:

  • Ocupação Máxima (100%): Gravatá, Caruaru, Bezerros, Limoeiro, Santa Cruz do Capibaribe, Taquaritinga do Norte e Toritama registraram lotação total em seus leitos hoteleiros.

  • Destaque em Satisfação: O distrito de Serra Negra, em Bezerros, atingiu a marca histórica de 100% de aprovação (avaliações entre “ótimo” e “bom”) na pesquisa realizada com os visitantes, liderando o ranking de satisfação no estado.

Perfil do Turista e Origem dos Visitantes 

A pesquisa da Empetur revelou que o São João de Pernambuco se firmou como um destino essencialmente familiar e de permanência prolongada:

  • Famílias no Forró: 48,66% dos entrevistados viajaram acompanhados por familiares.

  • Estadia Longa: A permanência média no estado subiu para 6,8 dias, uma alta de 36% comparado ao ano anterior, gerando mais consumo em restaurantes, comércio e transporte.

Embora o público pernambucano represente a maioria esmagadora dos foliões (59,83%), o estado atraiu milhares de visitantes de outros cantos do país. Os principais emissores nacionais foram as federações da Bahia, São Paulo, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará e Alagoas.

O Aeroporto Internacional do Recife foi a principal porta de entrada aérea, contabilizando 263.791 passageiros no período. Pelas rodovias, o fluxo foi alimentado por fortes frotas vindas de capitais e polos vizinhos, como Campina Grande, Aracaju, Mossoró e Fortaleza.

“O São João de Pernambuco é muito mais do que uma grande celebração popular. É uma política pública de desenvolvimento, capaz de gerar renda, fortalecer a economia local e valorizar a nossa identidade cultural.” — Roberto Asfora, Secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco.

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