O São João impulsiona o Polo de Confecções de Pernambuco e reforça a importância do setor têxtil para a economia estadual. Com a chegada das festas juninas, empresários registram aumento na produção, ampliam equipes e demonstram forte confiança no desempenho das vendas em 2026.
De acordo com levantamento divulgado pelo Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE), 77% dos empresários acreditam que as vendas deste ano serão superiores às registradas durante o período junino de 2025. O resultado evidencia o impacto positivo que a maior festa popular do Nordeste exerce sobre a cadeia produtiva da moda.
Confiança dos empresários cresce com a chegada do São João
A pesquisa especial do Índice de Confiança do Empresário do Setor Têxtil e de Confecções (ICETEC) revela um cenário otimista para o segmento. Apenas 11,5% dos entrevistados acreditam que o desempenho permanecerá estável, enquanto o mesmo percentual prevê resultados inferiores aos do ano passado.
Os números reforçam o papel estratégico do São João como motor econômico para cidades que integram o Polo de Confecções, especialmente nos municípios de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe.
Segundo os empresários consultados, a procura por roupas típicas, peças temáticas e coleções voltadas para os festejos juninos contribui diretamente para o aumento da demanda e da movimentação financeira do setor.
Produção aumenta para atender a demanda
A expectativa de crescimento já provocou mudanças significativas no planejamento das empresas. Mais da metade das confecções pesquisadas informou que direcionou a produção para atender especificamente ao mercado junino.
Além disso, cerca de 86,5% dos empresários afirmaram ter ampliado o volume de peças fabricadas para suprir a procura dos consumidores durante o período festivo.
Para garantir o cumprimento dos prazos e atender ao aumento dos pedidos, muitas empresas recorreram à contratação de facções externas, realização de horas extras e contratação de trabalhadores temporários.
Custos ainda preocupam empresários
Apesar do cenário positivo, os desafios permanecem presentes. O aumento dos custos de produção continua sendo uma das principais preocupações do setor.
Quase 70% das empresas relataram reajustes nos preços dos produtos devido ao encarecimento de matérias-primas, transporte e mão de obra. Além disso, mais da metade dos empresários apontou dificuldades relacionadas ao abastecimento de insumos.
Mesmo diante dessas dificuldades, o mercado segue aquecido. Os consumidores estão mais atentos aos preços, mas continuam movimentando o comércio durante o ciclo junino.
Lojas físicas seguem fortes e vendas digitais crescem
A pesquisa também mostra que as lojas físicas continuam sendo o principal canal de vendas do Polo de Confecções. Entretanto, plataformas digitais como Instagram e WhatsApp ganham cada vez mais relevância na estratégia comercial das empresas.
A combinação entre atendimento presencial e vendas online tem permitido ampliar o alcance dos negócios e fortalecer o relacionamento com clientes em diferentes regiões do país.
Segundo o diretor-presidente do NTCPE, Pedro Miranda, os resultados demonstram a capacidade de adaptação do setor e a importância econômica do período junino para Pernambuco.
Com expectativa de crescimento, aumento da produção e fortalecimento das vendas, o São João de 2026 confirma mais uma vez sua relevância para o desenvolvimento econômico do Polo de Confecções de Pernambuco.








