Uma nova fase da investigação sobre fraudes no INSS foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (27) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A ação, ligada à Operação Sem Desconto, cumpre mandados em Pernambuco, além de outros estados do país, para aprofundar apurações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Ao todo, estão sendo executados 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras ações judiciais autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação acontece nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal.
O que investiga a Operação Sem Desconto?
A Operação Sem Desconto investiga possíveis irregularidades relacionadas a descontos associativos indevidos aplicados em benefícios previdenciários do INSS, principalmente aposentadorias e pensões.
Segundo a Polícia Federal, o objetivo desta nova etapa é aprofundar investigações sobre crimes ligados à administração pública, estelionato previdenciário e possíveis atos de ocultação patrimonial.
Mais informações sobre serviços previdenciários podem ser acessadas no portal oficial do INSS: https://www.gov.br/inss
Mala com dinheiro é apreendida durante operação
Durante a ação desta quarta-feira, agentes da Polícia Federal apreenderam uma mala com dinheiro em espécie.
Imagens registradas durante a operação mostram os policiais abrindo a bagagem e encontrando diversos pacotes plásticos contendo malotes de cédulas de R$ 200. Até o momento, o valor total apreendido não foi oficialmente divulgado pela corporação.
A Polícia Federal informou que a investigação segue em andamento e novas diligências poderão ser realizadas.
Detalhes sobre ações da corporação podem ser acompanhados no portal oficial da Polícia Federal: https://www.gov.br/pf
Entenda a origem da investigação sobre descontos no INSS
A operação teve início em abril de 2025, quando a Polícia Federal e a CGU deflagraram a primeira fase da Operação Sem Desconto.
As investigações apontaram suspeitas de irregularidades em mensalidades associativas descontadas diretamente de aposentadorias e pensões sem autorização adequada dos beneficiários.
De acordo com estimativas das autoridades, entidades investigadas teriam movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024 por meio dos descontos suspeitos.
Em março deste ano, uma nova fase chamada Operação Indébito já havia sido realizada no Ceará e no Distrito Federal, com mandados de prisão, buscas e apreensões.
Informações sobre fiscalização e transparência podem ser consultadas no portal oficial da Controladoria-Geral da União: https://www.gov.br/cgu
Investigação segue em andamento
A expectativa é de que os materiais apreendidos ajudem a esclarecer o funcionamento do esquema investigado. As autoridades ainda analisam documentos, movimentações financeiras e possíveis responsabilidades de servidores e entidades envolvidas.






