A natureza resolveu testar o fôlego dos pernambucanos nesta sexta-feira. Enquanto muita gente ainda se organizava para os eventos do fim de semana, o céu “abriu as torneiras”, especialmente no Agreste e no Sertão. Com acumulados que ultrapassaram a marca dos 110 mm em menos de um dia, o estado entra em alerta para evitar transtornos maiores.
Confira abaixo o balanço das chuvas e o que esperar para as próximas horas.
O Sertão e o Agreste de Pernambuco estão sob vigilância redobrada nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026). A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiram alertas de nível amarelo (estado de observação), prevendo chuvas moderadas a fortes e ventos intensos em grande parte do estado.
Onde mais choveu nas últimas 24 horas?
A cidade de Palmeirina, localizada no Agreste, foi o epicentro das precipitações, registrando impressionantes 110,52 mm. O volume é considerado alto para um curto período, o que acende o sinal de alerta para deslizamentos e alagamentos em áreas de risco.
Confira o ranking das cidades com maiores acumulados até às 7h de hoje:
| Município | Região | Acumulado (mm) |
| Palmeirina | Agreste | 110,52 |
| Camaragibe | RMR | 56,34 |
| Moreno | RMR | 50,35 |
| Serra Talhada | Sertão | 48,00 |
| Garanhuns | Agreste | 46,09 |
Por que está chovendo tanto agora?
Segundo os meteorologistas da Apac, a instabilidade é causada por um fenômeno conhecido como cavado de altos níveis. Em termos simples, trata-se de uma zona de baixa pressão em níveis elevados da atmosfera que favorece a formação de nuvens de tempestade.
Além da chuva, o Inmet alerta para o risco de ventos que podem atingir 60 km/h, o que exige cuidado redobrado com quedas de galhos de árvores e fiações elétricas.
Alerta Amarelo: O que significa?
O comunicado amarelo indica um Estado de Observação. Não é um cenário de desastre iminente, mas um aviso para que a população e os órgãos de Defesa Civil fiquem atentos a:
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Risco de cortes de energia elétrica;
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Queda de galhos e árvores;
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Alagamentos pontuais em áreas urbanas baixas.
O alerta do Inmet é ainda mais abrangente, incluindo também a Região Metropolitana do Recife (RMR) e a Zona da Mata.






