Santo Amaro da Purificação está em festa. O álbum “Caetano e Bethânia Ao Vivo”, que registra a aguardada reunião dos irmãos nos palcos iniciada em 2024, levou o gramofone dourado de Melhor Álbum de Música Global.
A conquista é carregada de simbolismo: é o primeiro Grammy da carreira de Maria Bethânia, uma das maiores vozes da história da MPB, que até então nunca havia vencido a premiação internacional. Para Caetano Veloso, o troféu marca o seu terceiro Grammy (ele já havia vencido em 2000 por “Livro” e em 2001 por “João Voz e Violão”).
Uma Vitória Contra Gigantes
A categoria de Música Global é uma das mais competitivas, reunindo sonoridades de todos os continentes. Para garantir o prêmio, os brasileiros superaram nomes de peso da cena internacional:
| Artista | Álbum Indicado |
| Caetano & Bethânia | Caetano e Bethânia Ao Vivo |
| Burna Boy (Nigéria) | No Sign of Weakness |
| Youssou N’Dour (Senegal) | Eclairer le monde |
| Anoushka Shankar (Reino Unido/Índia) | Chapter III: We Return To Light |
| Shakti (Índia) | Mind Explosion |
| Siddhant Bhatia (Índia) | Sounds Of Kumbha |
O Projeto Vencedor
O disco premiado é o registro fiel da turnê que reuniu os dois artistas após décadas. Com um repertório que atravessa gerações — de “Reconvexo” a “O Leãozinho” —, o álbum capturou a química inigualável e a força ancestral da dupla, provando que a música popular brasileira continua sendo uma das moedas culturais mais valiosas do planeta.
“Este prêmio não é apenas nosso, é da língua portuguesa e da força da nossa ancestralidade”, declarou Caetano após o anúncio da vitória.
Imagens: Divulgação







