Vacinação Contra Covid para Bebês e Gestantes é Suspensa nos EUA: Entenda os Impactos

Picture of Redação Portal Digital

Redação Portal Digital

Vacinação Contra Covid para Bebês e Gestantes é Suspensa nos EUA

Governo dos EUA encerra vacinação contra Covid para bebês e gestantes, gerando alerta de especialistas

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta semana, uma decisão polêmica: a vacinação contra Covid para bebês e gestantes saudáveis será retirada do calendário oficial de imunização. A medida foi confirmada pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., através de um vídeo publicado na rede X (antigo Twitter).

A decisão interrompe uma política de anos mantida pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que recomendavam a vacinação contra a Covid-19 para grupos de risco, incluindo crianças a partir de 6 meses e mulheres grávidas.

No vídeo, Kennedy afirma que a mudança foi tomada por “bom senso e boa ciência”, apoiado pelos chefes atuais da FDA (Food and Drug Administration) e dos National Institutes of Health (NIH). Eles alegam falta de dados clínicos que justifiquem doses adicionais em crianças saudáveis.

Vacinação Contra Covid para Bebês e Gestantes é Suspensa nos EUA

Especialistas alertam para riscos elevados
Apesar do posicionamento do governo, médicos e entidades científicas alertam para o risco da decisão. De acordo com a Academia Americana de Pediatria, bebês menores de 6 meses continuam altamente vulneráveis, com taxa de hospitalização comparável à de idosos entre 60 e 70 anos.

A Dra. Denise Jamieson, membro do comitê de imunização do Conselho Americano de Obstetras e Ginecologistas, reforça que gestantes apresentam risco elevado de complicações graves, como internação em UTI, parto prematuro e até natimorto.

Além disso, a vacinação das grávidas é uma estratégia indireta de proteção aos recém-nascidos, que nascem sem imunidade e não podem ser vacinados até os 6 meses de vida.

Contradições com a FDA e impactos em seguros
A decisão de Kennedy também entra em conflito com a política atual da FDA, que ainda considera a gravidez uma condição de alto risco para a Covid-19. Isso levanta incertezas sobre a continuidade do fornecimento das vacinas e sua cobertura pelos planos de saúde, que geralmente seguem as recomendações do CDC.

Segundo o advogado Richard Hughes, especialista em regulamentação de vacinas, “essa mudança abre uma zona cinzenta legal” sobre a cobertura obrigatória de vacinas infantis e pré-natais.

Estados ainda podem recomendar vacinação
Apesar da medida nacional, cada estado norte-americano possui autonomia para impor exigências próprias de vacinação em escolas e creches. Ou seja, ainda não está claro se a nova diretriz federal afetará diretamente essas exigências locais.

Segundo o CDC, apenas 13% das crianças nos EUA receberam a dose atualizada da vacina. O número pode ser ainda menor após a retirada da recomendação oficial.

Posts Relacionados

Compartilhar
Twitter
Enviar

Post Anterior

You cannot copy content of this page

Rolar para cima