“Ainda Estou Aqui” Faz História e Ganha o Primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional para o Brasil

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Ainda Estou Aqui

“Ainda Estou Aqui” Ganha Oscar de Melhor Filme Internacional e Marca a História do Cinema Brasileiro

O cinema brasileiro vive um momento histórico: “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional 2025, tornando-se a primeira produção do Brasil a levar a estatueta nesta categoria. A premiação, realizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas neste domingo (2/3), consagrou a obra que retrata a luta de Eunice Paiva contra a ditadura militar.

O Primeiro Oscar Para o Brasil Nesta Categoria

O prêmio de Melhor Filme Internacional reconhece longas produzidos fora dos Estados Unidos e falados predominantemente em outro idioma que não o inglês. Apesar de “Orfeu Negro” (1960) ter vencido a mesma categoria, a produção era de origem francesa, apesar de filmada no Brasil e falada em português. Antes de “Ainda Estou Aqui”, outras produções brasileiras haviam sido indicadas, como “Central do Brasil” (1999) e “Cidade de Deus” (2004), mas sem conquistar o troféu.

Homenagem à História de Eunice Paiva

O diretor Walter Salles dedicou o prêmio à história de Eunice Paiva, interpretada no filme por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. Eunice lutou para encontrar respostas sobre o desaparecimento de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva, vítima da repressão da ditadura militar no Brasil (1964-1985). O longa, baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, filho do casal, resgata essa história de dor, luta e resistência.

Reconhecimento Internacional e Outros Prêmios

Antes do Oscar, “Ainda Estou Aqui” já havia sido premiado no Globo de Ouro, no Goya, no Festival de Veneza e no Festival Internacional de Roterdã. A crítica internacional aclamou o filme, garantindo 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. O jornal britânico The Times descreveu a obra como “um dos maiores filmes sobre maternidade”, comparando-a a clássicos como Mildred Pierce e Room.

Impacto no Debate Sobre a Lei da Anistia

O filme reacendeu debates sobre a Lei da Anistia, que perdoou crimes cometidos durante a ditadura. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu revisar ações que tentam reverter essa anistia e processar responsáveis por crimes do regime militar. O caso de Rubens Paiva é um dos mais emblemáticos, sendo analisado pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) para novas investigações.

Ainda Estou Aqui

O Futuro do Cinema Brasileiro

O impacto de “Ainda Estou Aqui” pode ser comparado ao de “Central do Brasil” (1998), que marcou a retomada do cinema nacional. Segundo a crítica Isabela Boscov, “o filme representa um novo fôlego para o audiovisual brasileiro”. Para Walter Salles, o reconhecimento internacional não é apenas do filme, mas de toda a cinematografia brasileira.

Com essa vitória, o Brasil se firma ainda mais no cenário global, mostrando que seu cinema tem força, qualidade e histórias marcantes a serem contadas.

Imagens: Instagram Oficial Fernanda Torres

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