O governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está avaliando a redução das alíquotas de importação de alimentos como estratégia para combater os altos preços no mercado interno. Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, a medida visa alinhar os preços domésticos aos internacionais, aumentando a oferta e tornando os alimentos mais acessíveis à população.
Estratégia para Reduzir os Preços de Alimentos
A proposta considera diminuir o imposto de importação de produtos que apresentem preços significativamente mais altos no Brasil do que no mercado externo. Rui Costa explicou que a regra é simples: “Produtos com preços internos maiores que os internacionais terão as alíquotas ajustadas para trazer os valores ao patamar global”.
Durante uma coletiva de imprensa, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, citou o milho como um dos itens que pode ter as alíquotas reduzidas, reforçando a importância de evitar preços internos acima dos externos, principalmente em um país exportador de alimentos.
Medidas Complementares: Novo Plano Safra
Além da redução de alíquotas, o governo planeja um Novo Plano Safra para estimular a produção de alimentos no país. Segundo Fávaro, a iniciativa busca aumentar a oferta de produtos através de investimentos em tecnologia para pequenos produtores e incentivo à agropecuária.
Entre as ações discutidas estão:
- Ampliação da produção agropecuária para gerar maior concorrência e reduzir preços;
- Modernização tecnológica de pequenos agricultores;
- Parcerias com o mercado, incluindo supermercados e associações de produtores.
Impacto Econômico
Os alimentos têm sido um dos maiores componentes da inflação no Brasil, com aumento de 7,69% no último ano, segundo o IPCA. Medidas como a redução de impostos e o estímulo à produção são cruciais para conter os efeitos da inflação e garantir a segurança alimentar.
O governo descartou a adoção de medidas “heterodoxas” como subsídios ou tabelamento de preços, priorizando ações alinhadas às regras de mercado.
Diálogo com o Mercado
Lula também destacou a importância de um diálogo constante com os principais atores do setor alimentício, como produtores, supermercados e frigoríficos. A estratégia é encontrar soluções práticas que não comprometam a economia e reduzam os custos para o consumidor final.