Pará bate recorde de exploração madeireira em cinco anos

O Pará atingiu seu maior índice de exploração madeireira dos últimos cinco anos. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram registrados 60.664 hectares de área afetada pela atividade, representando um crescimento de mais de 40% em relação ao período anterior, que começou em agosto de 2023.
Os dados divulgados nesta quarta-feira (4) procedem do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira, gerenciado por três instituições de pesquisa ambiental: Imazon, Instituto Centro de Vida e Imaflora. O levantamento utilizou imagens de satélite cruzadas com as autorizações oficiais para a atividade. Do total mapeado, 41.538 hectares corresponderam à exploração autorizada pelos órgãos competentes, enquanto 19.126 hectares ocorreram de forma ilegal.
Embora a exploração sem permissão tenha diminuído aproximadamente 6% em comparação ao ciclo anterior, pesquisadores alertam que o volume continua alarmante. A exploração autorizada, por sua vez, cresceu mais de 83%. Especialistas apontam que os números indicam avanços insuficientes e reforçam a necessidade de fortalecer a fiscalização, intensificar ações contra infratores e incentivar o manejo florestal comunitário.
As terras indígenas paraenses concentraram apenas 2% da atividade ilegal detectada, com 424 hectares afetados entre os períodos. Apesar do número reduzido, especialistas ressaltam que qualquer exploração não autorizada em áreas protegidas é preocupante. A Terra Indígena Amanayé apareceu pela quinta vez consecutiva nos registros, sinalizando invasões recorrentes que afetam os direitos dos povos originários e seus modos de vida tradicionais.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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