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Saúde

Estudo revela disparidade racial preocupante em mortalidade por câncer de mama

Por Redação Portal Digital 28/10/2026 às 10:51 2 min de leitura

Um levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) revelou dados alarmantes sobre as desigualdades raciais relacionadas ao câncer de mama no país. Mulheres negras apresentam uma taxa de mortalidade 3,8 vezes superior à de mulheres brancas diagnosticadas com a doença, segundo a publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama.

A pesquisa indica que embora mulheres brancas apresentem maior incidência da doença, as mulheres negras enfrentam maiores dificuldades de sobrevivência. De acordo com Renata Maciel, coordenadora da divisão de detecção precoce do Inca, as disparidades estão relacionadas ao acesso limitado ao diagnóstico precoce e às opções de tratamento. Além disso, mulheres negras apresentam maior prevalência do subtipo triplo negativo, uma forma mais agressiva do câncer.

O estudo também aponta que mulheres negras realizam com menor frequência os exames preventivos de rastreamento, especialmente na faixa etária entre 50 e 69 anos. Segundo Roberto Gil, diretor-geral do Inca, a mulher negra pode enfrentar tanto uma doença biologicamente mais agressiva quanto barreiras de acesso aos serviços de saúde, resultando em diagnósticos mais tardios.

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Desigualdades socioeconômicas, limitações de acesso aos serviços de saúde e situações de estresse relacionadas às condições de vida também contribuem para essas disparidades. O instituto recomenda a criação de políticas públicas com equidade e o fortalecimento de ações de prevenção, incluindo orientações sobre alimentação saudável, atividade física e redução do consumo de bebidas alcoólicas.

O câncer de mama segue como o mais incidente entre as mulheres no Brasil, com aproximadamente 80% dos diagnósticos ocorrendo a partir dos 50 anos. Estima-se que cerca de 17% dos casos poderiam ser evitados através de hábitos de vida saudáveis.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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