Mercado financeiro sofre queda recorde após confirmação da reeleição de Lula

O mercado financeiro brasileiro enfrentou uma segunda-feira de intensas oscilações após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As mudanças nas expectativas de investidores resultaram em movimentações significativas nos principais indicadores econômicos do país.
A moeda americana atingiu seu maior patamar de valorização diária em mais de duas décadas, fechando cotada a R$ 5,403, com aumento de 8,21%. Durante o período matutino, o dólar chegou a ultrapassar a marca de R$ 5,60, mas posteriormente perdeu força com a realização de lucros e entrada de recursos de exportadores. O resultado eleitoral obrigou investidores a reajustarem suas estratégias, já que parcela do mercado havia se posicionado para um cenário diferente do que se confirmou nas urnas.
O principal índice da Bolsa de Valores brasileira registrou queda de 13,88%, fechando aos 176.608,23 pontos, o pior desempenho desde março de 2020. A intensidade da desvalorização foi tão acentuada que disparou o mecanismo de proteção que interrompe temporariamente as negociações. Durante a manhã, o índice chegou a recuar mais de 17%, com volume financeiro movimentado superando R$ 88,6 bilhões, muito acima da média habitual.
Apesar das turbulências do dia, o dólar segue em queda de 1,57% acumulada no ano, enquanto o Ibovespa mantém valorização de 9,61% no período. O Tesouro Nacional interviu no mercado por meio de recompra de títulos públicos em busca de amenizar os efeitos das oscilações.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
Leia também em Economia
Governo mantém subsídio ao diesel por mais um mês
28/10/2026
Governo aposta no diálogo para atingir metas fiscais, afirma ministro da Fazenda
28/10/2026
Endividamento de brasileiros cresce 75% em cinco anos, alerta Banco Central
28/10/2026
