TSE ordena encerramento de canal do WhatsApp de apoio a Lula atendendo pedido de Flávio Bolsonaro

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ordenou neste domingo a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, que reunia aproximadamente 3,3 milhões de pessoas. A decisão atendeu ao pedido apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à reeleição presidencial pelo PL.
A campanha de Flávio argumentou que o canal, criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), funcionava como instrumento para disseminar informações falsas sobre temas como o cancelamento do Programa Bolsa Família e redução de aposentadorias. O ministro concordou com a alegação, ressaltando que o espaço replicava conteúdos já identificados como inverídicos pela Corte, como afirmações sobre a posição de Flávio quanto à padroeira do Brasil e possível redução de benefícios previdenciários.
Em sua fundamentação, Kassio Nunes Marques enfatizou que a liberdade de expressão não justifica ações consideradas ilícitas eleitoralmente. O magistrado também citou a necessidade de garantir paridade entre candidatos e ressaltou o risco do adiamento da decisão, já que o segundo turno das eleições ocorrerá em 25 de outubro. “Cada hora de funcionamento do canal amplia a exposição do eleitorado, com repercussão imediata e de difícil reversão”, afirmou.
André Janones contestou as acusações em suas redes sociais, negando que o canal tenha divulgado notícias falsas. Segundo o deputado, o objetivo era mobilizar e orientar eleitores para o segundo turno. Janones também caracterizou o pedido de suspensão como motivado por “medo” da campanha de Flávio Bolsonaro. A campanha de Flávio havia acionado a Justiça Eleitoral solicitando não apenas o encerramento do canal, mas também a cassação do mandato de Janones.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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