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Saúde

OMS apresenta primeiro guia para combater obesidade infantil que quadruplicou desde 1990

Por Redação Portal Digital 08/10/2026 às 14:51 2 min de leitura
OMS apresenta primeiro guia para combater obesidade infantil que quadruplicou desde 1990

A Organização Mundial da Saúde divulgou na quarta-feira seu primeiro guia de referência para o enfrentamento da obesidade em crianças e adolescentes. O documento chama atenção para a gravidade do problema: desde 1990, o número de menores obesos multiplicou por quatro, saltando de 2% para 8% da população. Atualmente, cerca de 170 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos vivem com obesidade em todo o mundo.

A entidade aponta que a obesidade na infância e adolescência é uma condição crônica com impactos imediatos e futuros na saúde. Além de aumentar riscos de diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares, menores obesos enfrentam estigma social, discriminação e bullying, afetando sua saúde mental e qualidade de vida. A OMS reforça que prevenir e controlar o problema é essencial para garantir crescimento saudável e bem-estar integral.

As recomendações da organização priorizam mudanças no estilo de vida com programas que combinam alimentação adequada, atividade física e transformação de hábitos, podendo incluir acompanhamento digital sob supervisão de pais ou responsáveis. Para crianças até 9 anos, a OMS não recomenda medicamentos, cirurgias ou dispositivos especiais. Em adolescentes de 10 a 19 anos, medicamentos aprovados podem ser considerados apenas quando programas supervisionados não alcançarem resultados satisfatórios, enquanto cirurgias só são indicadas em casos graves e sob rigorosas condições.

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O guia também destaca que problemas de saúde mental como ansiedade, depressão e baixa autoestima devem ser tratados conjuntamente com a obesidade desde o início do acompanhamento, com estratégias adequadas ao desenvolvimento do jovem e que envolvam a família. A OMS ressalta que apenas o tratamento clínico não é suficiente para reverter o avanço da epidemia, defendendo políticas públicas que tornem alimentos saudáveis e exercícios físicos mais acessíveis, além de ações integradas em educação, planejamento urbano e proteção social.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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