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Saúde

Outubro Rosa: especialistas alertam sobre impacto emocional após conclusão do tratamento do câncer de mama

Por Redação Portal Digital 08/10/2026 às 14:51 2 min de leitura

As ações realizadas durante o Outubro Rosa costumam concentrar esforços em informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Contudo, profissionais de saúde alertam para uma dimensão frequentemente negligenciada: o impacto emocional que persiste após a conclusão do tratamento oncológico. Enquanto familiares e amigos celebram a remissão da doença, muitas mulheres continuam lidando com sentimentos de insegurança e transformações que não desaparecem com o encerramento da terapia.

A psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira destaca que a fase pós-tratamento representa uma transição desafiadora. Durante meses, as pacientes vivenciam uma rotina intensa de consultas, exames e acompanhamento médico constante. Quando a quimioterapia e radioterapia terminam, esse suporte diminui e inicia-se um novo período repleto de incertezas e temor de reincidência. Segundo Mutuberria, além do acompanhamento clínico, o suporte emocional permanece fundamental para ajudar na reconstrução da confiança e no enfrentamento das mudanças corporais e psicológicas.

As transformações vivenciadas pelas pacientes são múltiplas. Muitas continuam medicadas por até cinco anos, experimentando fadiga e outras sequelas do tratamento. Cicatrizes cirúrgicas, perda ou reconstrução mamária afetam a autoestima, a vida sexual e a intimidade. Esses impactos rebatem em dimensões como confiança, desejo e reconhecimento pessoal. A médica mastologista Renata Reis Pinto, do Instituto Nacional de Câncer, enfatiza a importância de um atendimento multidisciplinar que inclua assistência social e psico-oncologia, reconhecendo que o câncer de mama ainda carrega estigmas profundos na sociedade.

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Josiane Fernandes, 48 anos, relata sua experiência após ser diagnosticada com câncer de mama no início de 2025. Submetida a cirurgia, quimioterapia e imunoterapia ao longo de aproximadamente um ano e três meses, ela enfrentou depressão durante o processo. Mesmo após o término do tratamento, Josiane continua acompanhamento médico e vivencia pânico em consultas de rotina. Sua mensagem é clara: existe vida depois do câncer, mas essa vida precisa ser reconstruída com apoio adequado.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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