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Onda de ataques a símbolos religiosos reacende discussão sobre intolerância no Brasil

Por Redação Portal Digital 03/10/2026 às 05:31 2 min de leitura
Onda de ataques a símbolos religiosos reacende discussão sobre intolerância no Brasil

Uma sequência de ataques contra estabelecimentos e símbolos religiosos em diferentes estados brasileiros trouxe à tona a questão da intolerância religiosa no país. Na madrugada de 9 de setembro, Fortaleza foi cenário de quatro incêndios provocados por coquetel molotov em lojas de artigos católicos e da umbanda. Os crimes estão sendo investigados pela Polícia Civil, e especialistas já alertam para a gravidade dos episódios.

Os ataques não se limitaram ao Ceará. Dias antes, em Londrina, no Paraná, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foi danificada. Em Salvador, foram registrados dois casos: a destruição de uma imagem de Nossa Senhora das Graças e de Santa Dulce dos Pobres. A Polícia Federal foi acionada para investigar a possível disseminação organizada desses crimes em âmbito nacional, conforme determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.

Os números revelam que o problema é ainda maior. Entre janeiro e junho deste ano, o Disque 100 registrou mais de 1.250 denúncias relacionadas à intolerância religiosa. Embora os ataques recentes tenham focado em símbolos católicos, dados históricos mostram que praticantes do candomblé e da umbanda são as principais vítimas de discriminação. Os registros de denúncias contra essas religiões cresceram mais de 40% no período, enquanto as contra católicos aumentaram acima de 100%.

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Segundo especialistas, esses crimes são enquadrados na legislação brasileira como intolerância religiosa, com penas que variam de um a cinco anos de prisão, além de multas. O defensor público do Ceará ressalta que se trata de delitos imprescritíveis e insuscetíveis de fiança. Organizações religiosas internacionais apontam que a instrumentalização política das crenças tem sido estratégia global para excluir minorias e grupos vulneráveis.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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