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Saúde

Anvisa alerta contra venda ilegal de medicamento emagrecedor em pó pela internet

Por Redação Portal Digital 24/09/2026 às 13:01 2 min de leitura
Anvisa alerta contra venda ilegal de medicamento emagrecedor em pó pela internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu um alerta nesta quarta-feira sobre a comercialização clandestina de tirzepatida em pó através das redes sociais. O produto é um medicamento injetável que funciona como ativador de receptores de GLP-1, conhecido popularmente como componente das canetas emagrecedoras. No mercado legal brasileiro, a substância está disponível apenas sob prescrição médica, podendo ser adquirida em farmácias convencionais como o medicamento Mounjaro ou em farmácias de manipulação.

Segundo a Anvisa, vídeos tutoriais publicados na internet ensinam usuários a diluir o pó e aplicá-lo em casa, sem qualquer precaução sanitária. A agência ressalta que manipular medicamentos fora de ambientes estéreis, livres de bactérias e fungos, representa um risco significativo. Além disso, produtos não aprovados não permitem comprovar se contêm realmente o princípio ativo, sua concentração correta ou se estão contaminados por impurezas.

Quando injetada diretamente no corpo, uma substância contaminada pode causar infecções graves. Os contaminantes podem ser imperceptíveis ao olho nu, e o fato de o produto parecer limpo ou lacrado não garante segurança. O risco aumenta ainda mais devido ao preparo em ambiente doméstico, onde as condições de higiene não são controladas. A Anvisa reforça que apenas medicamentos fabricados especificamente para uso injetável, sob rigoroso controle de qualidade, devem ser administrados dessa forma.

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A agência também alertou sobre a divulgação do CBL-514, um peptídeo sintético propagandeado nas redes como capaz de reduzir gordura localizada. No entanto, essa substância ainda se encontra em fase 2 de estudos clínicos e não possui registro ou autorização para comercialização. Nessa etapa de pesquisa, não há garantias de que os benefícios esperados superem possíveis danos à saúde dos usuários.

Com informações de Agência Brasil — fonte original.

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