Violência contra mulheres candidatas cresce e gera mobilização de entidades

Organizações de direitos humanos apontam crescimento significativo na violência política contra mulheres que disputam cargos eletivos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, os processos relacionados a esse tipo de crime aumentaram expressivamente entre 2022 e 2024. Os relatos incluem casos graves em diversos estados: uma deputada estadual em Pernambuco foi atingida por uma pedrada durante campanha, uma candidata no Espírito Santo sofreu ataque com artefato explosivo, e outras mulheres receberam ameaças de estupro e morte nas redes sociais.
Diante da gravidade das denúncias, movimentos sociais elaboraram um documento entregue ao TSE solicitando medidas do Estado para frear as agressões. Especialistas afirmam que o enfrentamento do problema depende da responsabilização dos agressores e da redução da impunidade. Também apontam como estratégias importantes a cooperação com plataformas digitais e campanhas de conscientização sobre o que constitui violência política.
Segundo coordenadores de organizações como Terra de Direitos e Instituto Marielle Franco, essas agressões afetam diretamente a democracia brasileira, uma vez que ameaçam o direito das mulheres ao exercício de mandatos e cargos públicos, comprometendo o princípio da representação política. Pesquisa publicada em 2025 revela que a violência não atinge todas as mulheres igualmente: 87% das vítimas analisadas entre 2021 e 2025 eram mulheres negras, muitas vezes alvo de críticas direcionadas à aparência e comparações ofensivas.
Com informações de Agência Brasil — fonte original.
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